A reportagem do Correio do Povo esteve no local nesta manhã e constatou a reabertura das unidades de saúde e creches do bairro. No entanto, as escolas afirmaram que houve uma baixa no número de alunos. Os moradores disseram ter consciência de que o toque de recolher era apenas um boato. As ruas vazias, entretanto, revelam o medo que a população demonstra diante do rumor.
A Brigada Militar (BM) intensificou o policiamento no bairro. Principalmente, após a morte de um homem dentro de um restaurante da rua Antônio da Silveira, no começo da tarde desse domingo. A vítima, identificada como Tiago Teixeira Paixão, foi atingida nas costas e morreu no local. Amorim explicou que o reforço teve início ainda no domingo, assim que foi comunicado o assassinato. Nessa segunda-feira, o policiamento teve o apoio do 1º Batalhão de Operações Especiais (BOE). “Sempre que há o registro de um assassinato, nós fazemos este trabalho”, acentuou o oficial. A ação consiste na fiscalização de veículos e revista de pedestres próximos a locais de disputa pelos pontos de tráfico de drogas entre duas gangues do bairro.
Nessa segunda-feira, os moradores do bairro teriam ficado acuados. O motivo seria um “toque de recolher” imposto por integrantes de gangues que disputam a liderança do tráfico de drogas, na região. Autoridades da BM negam que tenha ocorrido essa ordem por parte dos criminosos. No entanto, as unidades da Saúde da Família (USF) Castelo e Esperança foram fechadas por volta das 14h. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, as unidades foram fechadas para garantir a integridade física dos funcionários e teria ocorrido por orientação da própria Brigada Militar.
Além disso, segundo informações de moradores, pelo menos oito escolas de educação infantil foram fechadas mais cedo. A Secretaria Municipal de Educação, entretanto, não confirmou o fechamento, já que os oito colégios são conveniados e não há ingerência sobre o horário de funcionamento.
* Com informações da repórte Jézica Bruno