Polícia

Brigada Militar poderá ser obrigada a utilizar câmeras corporais em todo o RS

Obrigatoriedade será apurada pelo MPRS, que instaurou um inquérito civil

Câmeras corporais já foram implementadas no policiamento de Porto Alegre
Câmeras corporais já foram implementadas no policiamento de Porto Alegre Foto : Brigada Militar / Divulgação / CP Memória

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) anunicou nesta quarta-feira, que insiaurou um inquérito civil para apurar a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais em todas as unidades da Brigada Militar (BM) no Estado. A medida buscará coletar informações sobre a existência, a ampliação e os custos do equipamento.

Em nota, o MPRS justifica que a instauração ocorre diante de “episódios recentes de tortura, abusos de autoridade e homicídios praticados por policiais militares no exercício da função”. Também são citadas as diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O procedimento foi instaurado no início da semana pela promotora de Justiça Anelise Haertel Grehs, da Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de Porto Alegre. Conforme a portaria, a atuação do MPRS decorre de fatos que evidenciaram “graves violações de direitos fundamentais”, reforçando a necessidade de mecanismos de controle, transparência e responsabilização na atividade policial.

No inquérito, o MPRS também considera decisão recente do STF que homologou acordo tornando obrigatório o uso de câmeras corporais nas Polícias Militares de São Paulo e do Rio de Janeiro, com possibilidade de extensão a outros Estados, o que fundamenta a apuração sobre a adoção dessa política pública no âmbito da segurança pública gaúcha.

Como medidas iniciais, o MPRS determinou o envio de ofício ao secretário Estadual da Segurança Pública (SSP=RS), com cópia ao Comando-Geral da BM e à Corregedoria-Geral da corporação, solicitando informações sobre o número de câmeras corporais disponíveis, as unidades que já utilizam o equipamento, a previsão de instalação nas forças táticas, no Batalhão de Polícia de Choque e no BOPE, além do custo estimado para a implementação do uso obrigatório em toda a corporação.

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