Polícia

Brigada Militar quer reduzir em até 4% crimes mais recorrentes no RS

Comandantes dos batalhões apresentaram nesta quarta-feira medidas implementadas

Comandantes dos batalhões apresentaram medidas implementadas
Comandantes dos batalhões apresentaram medidas implementadas Foto : André Ávila / CP Memória
Medidas implementadas na área de Segurança Pública pelo governo gaúcho foram apresentadas e discutidas pelos comandantes de batalhões da Brigada Militar, nesta quarta-feira, em Porto Alegre. Representantes de comandos regionais, da cúpula da Brigada Militar e o secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, se reuniram na sede da corporação e mostraram os resultados das estratégias adotadas pelos policiais das 19 cidades líderes em crimes contra a vida e o patrimônio. De acordo com o Comandante Geral da Brigada Militar, Alfeu Freitas, a meta estabelecida pelo Estado é reduzir em até 4% 13 desses tipos de crime até o fim do ano em todo o Rio Grande do Sul.

“Identificamos aqueles crimes recorrentes e, a partir daí, estimulamos métodos para atuar e diminuir as ações. A meta da Secretaria de Segurança Pública é diminuir em 2% esse tipo de crime até o fim do ano, mas a Brigada Militar definiu como meta diminuir em até 4%, para que em 2016 possamos ter novos projetos”, disse.

Com os principais problemas já identificados por uma consultoria contratada para mapear falhas, comandantes dos batalhões apresentaram as medidas implementadas para reduzir os crimes. O coronel Freitas frisou que os primeiros números são satisfatórios, mas não comemorou a queda nos crimes, destacando que a troca de informações entre os representantes regionais vai auxiliar no policiamento. Questionado sobre o déficit de efetivo, Freitas salientou que os comandantes e batalhões terão de conviver com essa dificuldade e se adaptar à situação para bater as metas, apesar da falta de pessoal.

Em março, o Estado apresentou o balanço dos primeiros três meses de ações. Homicídios e latrocínios apresentaram queda, mas o furto e o roubo de veículos tiveram elevação. O coronel Mário Ikeda, responsável pelo Comando de Policiamento da Capital, afirmou que a BM projeta medidas para tentar reduzir os ataques. Ele alegou, no entanto, que além de o Estado combater o furto e o roubo, o Judiciário deve penalizar com mais rigor o crime de receptação.