A partir de uma denúncia anônima, a Brigada Militar prendeu em Gravataí um homem que seria suspeito de participar do assassinato de Eliseu Santos. Ele estava foragido da Colônia Penal Agrícola, em Charqueadas, desde dezembro e portava uma pistola 9mm no momento da prisão, no fim da tarde desta segunda-feira. O suspeito será encaminhado ao Presídio Central. A arma foi recolhida e passará por perícia para determinar se foi usada no crime.
O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, delegado Ranolfo Vieira Júnior, diz que é cedo para confirmar a relação do homem com o crime. Mesmo assim, investigadores da delegacia de homicídios foram a Gravataí durante a noite. A advogada do suspeito, Elen Zucatti, apresentou um álibi para seu cliente. Disse que ele estaria em Santo Antônio da Patrulha na noite do assassinato de Eliseu Santos.
O suspeito estava em um Cross Fox, acompanhado de uma mulher e outro homem, no bairro Morada do Vale, quando foi detido. A dona do carro foi presa em flagrante por porte ilegal de arma. O outro homem prestava depoimento na noite desta segunda-feira e deveria ser liberado.
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Uma reunião entre os titulares da Delegacia de Homicídios e do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic) definiu, na manhã desta segunda-feira, a divisão das investigações sobre o assassinato do ex-secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, na noite de sexta-feira. Segundo o delegado Bolívar Llantada, em entrevista ao Guaíba Cidades, o resultado das amostras de DNA coletadas deve ficar pronto em uma semana.
A polícia também aguarda a perícia das cápsulas de munição encontradas no local do crime. O delegado também informou que está solicitando a quebra de sigilos telefônicos e bancários de Eliseu Santos. O objetivo é verificar se ele vinha sofrendo ameaças de morte, especialmente nos últimos meses.
"Estamos aguardando o resultado final e o Instituto de Perícias no deu um prazo de uma semana para entregar os resultado. O que é um recorde, já que sempre demora. Quando chegar, com certeza vamos catalogar na investigação. Há uma equipe investigando os hospitais e vendo se há pessoas baleadas. Não estamos descartando nada", afirmou Llantada.
O delegado afirmou que a investigação foi dividida entre a Delegacia de Homicídios e o Deic: a primeira investiga a hipótese de execução e a segunda de latrocínio – roubo seguido de morte. “Cada equipe ficou responsável por uma linha de investigação. Assim, vamos nos concentrar mais nos fatos, na coleta de informações e na congregação de todo o crime”, afirmou o titular do DH.
Brigada recebe denúncia anônima e prende suspeito de assassinato de Eliseu Santos
Homem estava foragido e portava uma pistola 9mm quando foi detido em Gravataí