Segundo o delegado responsável pelo caso, Wagner Dalcin, o brigadiano negou participação no crime. “Hoje nós só fizemos o cumprimento do mandato. Ele foi ouvido durante o inquérito e negou. Disse que não teve participação nenhuma no fato e também a prática do bico como segurança”, declarou à Rádio Guaíba.
“Nós temos o reconhecimento fotográfico feito pela testemunha sobrevivente. Além de outros fatos, a questão da realização de bico de segurança. Tem o fato de uma equipe volante nossa ter abordado na Zona Sul (de Porto Alegre) duas pessoas realizando abordagem de um terceiro. Essa dupla disse que eram policiais militares e estavam fazendo esse bico como segurança. O carro utilizado nesse dia era similar ao usado no dia do crime”, completou o delegado.
Os dois policiais foram denunciados pelo Ministério Público (MP) pela morte de Cleiton Rodrigues de Oliveira, de 25 anos, supostamente envolvido com furtos de cabos. Ele foi agredido e queimado na fogueira que seria usada para derreter a parte isolante da fiação. O crime ocorreu no bairro Bom Jesus, na zona Leste de Porto Alegre, em janeiro do ano passado. O comparsa de Oliveira, um homem de 32 anos que não teve a identidade revelada, está desaparecido. Uma das hipóteses é que esteja com medo de represálias.