O goleiro do Flamengo Bruno, suspeito de participação no desaparecimento de Eliza Samudio, estaria "estarrecido com acusações", segundo o seu advogado, Michel Assef Filho. O jogador teria dito que desconhece o relato do adolescente de 17 anos que confessou o envolvimento no sumiço da jovem, no início do mês de junho.
Assef Filho cogita entrar com um pedido de liberdade de Bruno. O atleta e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, se entregaram à polícia do Rio nesta quarta-feira após a Justiça decretar a prisão temporária de cinco dias. O advogado informou que o goleiro deverá passar a noite da carceragem da Delegacia de Homicídios (DH).
O goleiro Bruno e o seu braço direito Macarrão chegaram por volta das 19h10min desta quarta-feira à Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro para prestar depoimento. Eles se entregaram na Polinter (divisão de capturas da polícia do Rio). Os dois foram indiciados pelo sequestro da ex-namorada do jogador Eliza Samudio, 25 anos, ocorrido em 2009.
Bruno foi apontado como mandante de um segundo sequestro de Eliza, segundo o chefe da Divisão de Homicídios do Rio, Felipe Ettore. Macarrão e o primo do goleiro, de 17 anos, que confessou envolvimento no crime, vão responder por serem os executores do sequestro.
Os pedidos de prisão preventiva do goleiro, de sua esposa, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, e de Macarrão, foram expedidos pela Justiça de Minas Gerais para evitar que provas sobre o caso sejam ocultadas. Dayane foi presa pela Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira. A detenção é temporária e pode durar cinco dias, sendo renovável por mais cinco.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil confirmou, na tarde desta quarta-feira, que o sangue encontrado na caminhonete Range Rover de Bruno Fernandes é de Eliza. A mãe dela, Sônia de Fátima Moura, realizou na manhã de hoje uma coleta de amostras de DNA no Instituto de Criminalística, em Belo Horizonte, para comparar o código genético dela com o extraído das manchas encontradas no veículo.
Eliza está desaparecida desde o início de junho. Ela tentava provar na Justiça que Bruno é pai de seu filho de quatro meses, fruto de um relacionamento extraconjugal. A polícia mineira busca agora o corpo da jovem.
Bruno continuará afastado de seu trabalho como goleiro do Flamengo, segundo informou o clube por meio de nota divulgada à imprensa na tarde desta quarta-feira. O time carioca afirmou ainda que designou uma comissão para analisar a possível rescisão de contrato.
Bruno estaria "estarrecido com acusações”, segundo advogado
Jogador disse desconhecer relato de adolescente que confessou envolvimento em sumiço de Eliza