O goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e um ex-policial, todos suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, foram transferidos, na última madrugada, para a penitenciária de segurança máxima Nélson Hungria, em Contagem (MG). Antes de serem levados para o local, eles realizaram exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte.
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Os três suspeitos desembarcaram por volta das 23h no Aeroporto da Pampulha, em Minhas Gerais. De lá, foram encaminhados Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (Dihpp). Nem Macarrão, nem Bruno usavam algemas e foram xingados por uma multidão de populares que os aguardava no local. Conforme o delegado-geral do Dihpp, Edson Moreira, eles devem prestar depoimento nesta sexta-feira.
No início da madrugada, os dois advogados do policial suspeito de envolvimento no caso anunciaram que desistiram de representar seu cliente alegando falta de condições econômicas para o pagamento do trabalho. O suspeito, conhecido pelos apelidos de Bola, Paulista e Neném, foi preso no início da noite no bairro Barreiro, em Belo Horizonte. Sua chegada no Dihpp foi bastante tumultuada. Ele chegou ao local usando uma touca preta na cabeça.
Bruno e Macarrão se entregaram na Polinter do Andaraí, na zona Norte do Rio, na quarta-feira. Segundo a Delegacia de Homicídios de Minas Gerais, o goleiro do Flamengo teria presenciado o sequestro e assassinato da ex-namorada As conclusões foram tiradas a partir dos depoimentos de duas testemunhas: o adolescente de 17 anos que é primo do goleiro, e outro primo do atleta.
Depois do assassinato, as mãos da jovem teriam sido jogadas para cães. Ainda segundo o delegado, após queimar uma mala de Eliza, o goleiro teria ido tomar cerveja.
Bruno passa a noite em prisão de segurança máxima
Suspeitos de envolvimento em desaparecimento de jovem passaram por exame de corpo de delito