Polícia

Bruno saiu de casa antes de ter prisão decretada, diz polícia

Goleiro do Flamengo é considerado foragido

A Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu que o goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, deixou o condomínio Nova Barra, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, uma hora depois da apreensão de um primo de 17 anos que confessou ontem o envolvimento no sequestro e na morte de Eliza Samudio, de 25 anos. Um policial civil da Delegacia de Homicídios que participa das investigações sobre o desaparecimento da jovem informou que, até o meio-dia, a corporação já havia recebido ao menos 10 denúncias anônimas sobre o paradeiro do suspeito, segundo o Portal R7.

A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva de Bruno, sua esposa, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, e do amigo do atleta Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Os pedidos foram expedidos para evitar que provas sobre o caso sejam ocultadas. Dayane foi presa pela Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira. Ela estava com depoimento marcado para as 14h no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte. A detenção é temporária e pode durar cinco dias, sendo renovável por mais cinco.

Depoimento do primo

Os pedidos de prisão foram feitos após o depoimento de primo do jogador, ontem. O parente do goleiro afirmou que Eliza morreu em decorrência de uma coronhada na cabeça, quando era levada do Rio ao sítio de Bruno em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A polícia foi à casa do jogador após uma entrevista de um tio do adolescente a uma rádio. Segundo ele, o atleta teria mandado entregar o corpo de Eliza a traficantes e por este trabalho teria pago R$ 3 mil. Já a versão do adolescente eximiu Bruno de qualquer responsabilidade no crime.