Polícia

Câmeras da EPTC podem esclarecer assassinato em restaurante

Homem de 57 anos foi morto a tiros no bairro Azenha, em Porto Alegre

Homem foi morto a tiros dentro de um restaurante no bairro Azenha, em Porto Alegre
Homem foi morto a tiros dentro de um restaurante no bairro Azenha, em Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer
As imagens das câmeras da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) podem ajudar a Polícia Civil a identificar o assassino de Marco Aurélio Guimarães Assmus, de 57 anos, morto com três tiros na tarde desta terça-feira, no bairro Azenha, na Capital. O crime ocorreu dentro do bar e restaurante Abaete, situado na avenida Bento Gonçalves, quase esquina com a avenida Princesa Isabel. Duas pessoas estavam com a vítima na hora do assassinato. Nada foi roubado. A polícia trabalha com a hipótese de execução.

De acordo com o delegado Eibert Moreira, da 1ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Assmus tinha ligação com um prédio que pegou fogo no final da madrugada de segunda-feira e, no local, foram encontrados caça-níqueis, cartelas de jogos, computadores entre outras coisas. O lugar, segundo os bombeiros, parecia abandonado. O delegado evitou fazer alguma ligação entre o incêndio, cujas causas ainda são desconhecidas, e o crime.

Vítima foi atingida pelas costas

Assmus chegou ao restaurante para almoçar com dois amigos. Estacionou o seu Volvo AWD na avenida Princesa Isabel e entrou no estabelecimento. No local, sentou-se de costas para a porta de entrada, na segunda mesa, do lado esquerdo de quem entra.

Às 15h, de acordo com a polícia, uma moto estacionou quase em frente ao local. O assassino estaria na carona da moto. Ele desceu e foi direto ao restaurante, sem tirar o capacete. Quase em cima da vítima e pelas costas, disparou três tiros. Um atingiu o topo da cabeça e os outros dois a base do crânio. Em seguida, saiu correndo. Subiu na moto e rumou em direção ao bairro Partenon.

O delegado disse que ainda não poderia afirmar que tenha ocorrido uma execução. “Porém, os indícios apontam para isso”, salientou. “Não houve anúncio de assalto e não é comum um latrocínio às 15h, em plena Azenha”, comentou Moreira. Conforme a polícia, uma testemunha, que estava com Assmus, não pode ajudar muito. Ele também estava sentado de costas para a porta de entrada. Afirmou que tudo ocorreu muito rápido. “Quando percebi o movimento, me virei”, disse. “Tive tempo de apenas ver um homem de capacete correndo para fora do restaurante”, relatou.

O assassinato fez com que uma multidão se reunisse em frente ao estabelecimento. Familiares e amigos da vítima também foram ao local. Muitos não conseguiram segurar a emoção e choraram ao serem informados de que Assmus tinha sido assassinado. O trânsito ficou caótico na região. Apesar de não engarrafar, houve muita lentidão, pois os motoristas paravam para ver o que estava ocorrendo.

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