Polícia

Câmeras podem auxiliar a identificar assassino de paciente em hospital

Dom João Becker, em Gravataí, foi cena de crime na tarde de segunda-feira

O titular da 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Gravataí, Região Metropolitana de Porto Alegre, Anderson Spier, afirmou na noite desta segunda-feira, que as imagens do circuito interno do Hospital Dom João Becker podem auxiliar na identificação dos criminosos que executaram um paciente. O crime ocorreu durante a tarde e, conforme Spier, será realizado um trabalho de comparação das imagens com os depoimentos colhidos.

Ele relata que já tem alguns suspeitos para o crime. Diego Telles de Carvalho, de 28 anos, deu entrada na instituição, no sábado, após ter sido baleado no bairro Morada do Vale I. Por volta das 17h30min, dois homens invadiram o hospital e dispararam contra a vítima.

O crime ocorreu em horário de visitação e, segundo a BM, não havia segurança armada no local. O delegado Spier salientou que não é responsabilidade da casa de saúde manter vigilância armada. Ele explicou que, mesmo que existisse  um segurança particular armado, ele não poderia abordar o criminoso por não ter poder de polícia.

A dupla conseguiu fugir em um automóvel. A vítima tinha antecedentes criminais por roubo, homicídio, formação de quadrilha, receptação, falsidade ideológica e falsificação de documentos.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, demonstrou preocupação com o episódio. Argollo lembrou que a desativação do Hospital do Presídio Central, durante o governo de Olívio Dutra (1999-2002), levou a Brigada Militar e a Polícia Civil a ter de internar criminosos presos em hospitais comuns.

Ele defende a reabertura de uma instituição de saúde que possa atender os presos e evitar que fatos semelhantes sigam ocorrendo. O atual secretário de Segurança do Estado, Airton Michels, era o superintendente da Susepe, na época do fechamento do hospital.