Um vigia da Uergs acionou a Brigada Militar, pelo telefone 190, por volta das 18h30min, informando que um homem havia jogado uma caixa plástica em frente ao prédio da Uergs e saído correndo. O Gate isolou o prédio, entre as ruas General Câmara e Borges de Medeiros, e em seguida, realizou a aproximação. Foi usado um canhão desruptor que lançou um jato de água para abrir a caixa. Segundo o subcomandante do Gate, havia apenas papéis e sacos plásticos dentro da caixa.
Felipe Costa Santos Rocha infomrou que a polícia recebe trotes deste tipo, principalmente de alunos em épocas de prova e dias de apresentação de trabalhos. Ele lamentou que a prática seja comum no Estado e, em especial, na Capital.
O assessor de pró-reitoria da Uergs, Luís Augusto Severo, foi uma das cinco pessoas que ficaram por quase duas horas isoladas dentro do prédio da universidade. Como o local abriga apenas a reitoria, o funcionário não acredita que o trote tenha sido aplicado por um acadêmico. Para o assessor, o ato de vandalismo também não tem a ver com os protestos realizados, no início do mês, por funcionários, alunos e professores que reivindicavam a nomeação do prefeito eleito em julho.
Cinco pessoas ficaram isoladas no prédio da Uergs e outras pessoas que estavam nos prédios vizinhos foram impedidos de sair. Motoristas que deixaram os carros estacionados na Sete de Setembro também tiveram que esperar a conclusão dos trabalhos. Terminais de lotação da Sete de Setembro foram transferidos para a Siqueira Campos, enquanto o bloqueio não era desfeito, o que ocorreu por volta das 21h.