Polícia

Cães da Brigada Militar são treinados para Copa do Mundo

Quatro animais estão sendo preparados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública

Outros três cachorros do BOE são treinados
Outros três cachorros do BOE são treinados Foto : Denarc / Divulgação / CP
Quatro cães farejadores estão sendo treinados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Rio Grande do Sul para atuarem na Copa das Confederações, cuja abertura ocorreu na tarde deste sábado, e na Jornada Mundial da Juventude, que ocorre no próximo mês.Preparados para detectarem explosivos e drogas, os animais estarão aptos para a Copa de 2014. O treinamento, que começou no dia 4, vai até 30 de julho em vários estados, incluindo o Distrito Federal. Todos os cães são acompanhados de policiais adestradores. 

Em Porto Alegre, o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil enviou o Koda, da raça Australian Cattle Dog, com o policial civil Viseu, para se especializar ainda mais no faro de explosivos. Na sexta-feira, ele estava na base da Força Nacional no Gama, no Distrito Federal. O diretor de investigações do Denarc, delegado Heliomar Franco explica que a pós-graduação de Koda será muito importante depois para as ações do próprio órgão policial. “Armas e munições costumam ser encontradas em nossas operações, junto com as drogas”, observa. Ele revela que outro cão, o Ioiô, também um Australian Cattle Dog, será preparado igualmente para ser farejador de explosivos.

Na detecção de drogas, o canil do Denarc conta com quatro cães farejadores, dos quais dois ainda estão sob treinamento no órgão policial. Franco destaca que a experiência inédita possibilitada na atuação com a Força Nacional vai permitir que o conhecimento seja repassado aos demais policiais civis.

O delegado lembra ainda que os agentes do Denarc estão passando por cursos especializados para agirem na Copa do Mundo. Para ele, a maior preocupação do órgão policial no Mundial, com a Capital recebendo visitantes de vários países, será em relação às drogas sintéticas. Ele se baseia no que foi constatado em outros mundiais de futebol, sobretudo na Europa, onde o uso desse tipo de entorpecente é muito comum.

Farejador de droga, arma e explosivo

Além de Koda, do Denarc, outros trê cães da Brigada Militar participam do treinamento promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O trio faz parte do canil do 1º Batalhão de Operações Especiais (BOE), em Porto Alegre, que possui 37 animais — oito são farejadores. Conforme o subcomandante da unidade, sargento Evaldo Dornelles da Silva, os cães farejadores Maya, uma Pastor Belga Malinois, junto com o PM Breno; Abby, um Pastor alemão junto com o PM Ghiorzi, ambos especializados em explosivos; além de Fly, um Labrador com o PM Santos, que detecta drogas, estão desde o dia 4 atuando com a Força Nacional.

Na avaliação do subcomandante do canil do BOE, o treinamento em estádios de futebol e hotéis agora na Copa das Confederações e no Mundial de Futebol de 2014 será “uma experiência inédita”.

O canil possui outros dois farejadores de explosivos: o Labrador Boré e a Pastor Alemão Izzy. A unidade conta com mais dois especializados em drogas: o Pastor Belga Malinois Boris e o Pastor Alemão Apache. “Todos já atuam, por exemplo, em grandes shows”, observa. Os cães prestam apoio às ações do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do 1º BOE, e da Polícia Federal, como uma ocorrida no dia 17 de maio, em Muçum, quando foram apreendidos 157 quilos de crack.

Como é feita a preparação

* Para a Senasp, os cães farejadores são considerados “armas eficientes e indispensáveis nas operações”.

* O treino diário é realizado por meio de atividades lúdicas. Ao entender o exercício como brincadeira, o animal passa a ter como referência o brinquedo dado como prêmio.

* Porções de drogas ou pólvoras não são expostas diretamente ao animal, mas acondicionadas em recipientes de PVC ou plásticos. Assim que o cão identifica o cheiro do objeto procurado, ele fica imóvel, indicando ter encontrado drogas ou armas, ou agitado, arranhando o local suspeito.

* Segundo a médica veterinária e soldado da Força Nacional, Rosa Maria de Sousa Campos, um cão treinado em condições ideais tem um percentual de acerto de 100% na identificação de entorpecentes e armas.


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