O cúmplice do assassino de Glauco Vilas Boas, de 53, e seu filho Raoni, de 25, se comprometeu a se apresentar à polícia, segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública. O homem afirmou que comparecerá à Delegacia de Polícia Civil acompanhado de seu advogado, em momento oportuno. Ele teria conduzido o veículo usado na fuga do universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, acusado de matar o cartunista. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira em Osasco, na Grande São Paulo.
A Polícia Civil de São Paulo identificou ontem o condutor do veículo. O Gol cinza foi apresentado pela proprietária e mãe de um rapaz de 23 anos, suspeito de ter dado cobertura a Nunes. O carro estava em uma residência em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O jovem é amigo do acusado de duplo homicídio e estaria no carro à sua espera na madrugada do crime. A mãe do jovem deu as primeiras informações à polícia, mas ainda não havia prestado depoimento. Ontem à tarde, ela não sabia do paradeiro do filho. A Polícia Civil trabalha também com a hipótese de que uma terceira pessoa estaria no carro com Nunes e o motorista.
Seguindo o rastro do acusado, a polícia continuava desde a manhã de ontem a tentar localizar o universitário. Todos os endereços conhecidos do estudante haviam sido visitados por investigadores da Polícia Civil, mas ele não foi encontrado. Com o fim do prazo do flagrante, a prisão temporária por 30 dias do acusado deveria ser pedida à Justiça. Segundo informações do delegado Arquimedes Cassão Veras, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Osasco, agentes de dez delegacias da região foram destacados para procurar o suspeito. Como é de praxe, a polícia paulista já comunicou as Polícias Civis de todos os Estados do País, a Polícia Federal e também a Interpol sobre as buscas do acusado.
Os policiais trabalhavam também com a hipótese de o rapaz ter se suicidado e, por isso, também se concentravam em uma eventual localização de corpo com as descrições de Nunes. Na noite do crime, antes de atirar em Glauco e Raoni, o universitário havia apontado a arma que levava para a sua própria cabeça, afirmando que iria se matar, segundo relataram testemunhas que o apontam como autor dos disparos contra o cartunista e o seu filho. Ainda segundo a polícia, a família do rapaz disse que ele não fez nenhum contato após o crime. Até ontem, ele não tinha advogado constituído nem a polícia havia sido procurada para negociar uma rendição.
Cúmplice de assassino de Glauco diz que vai se apresentar
Homem se comprometeu a procurar a polícia em momento oportuno