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De acordo com Cabral, os homens das Forças Armadas serão necessários para evitar que o governo precise adiar o seu calendário de retomada de outras comunidades dominadas pelo tráfico.
“As forças hoje fazem a contenção, que é um trabalho muito grande. Outra coisa é o patrulhamento interno. Por força do efetivo que nós precisamos para isso e do nosso calendário de ações que precisamos para outras unidades, nós teremos nesse processo de transição até a chegada da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) que vamos instalar no Complexo do Alemão, que acontecerá no final do primeiro semestre. Vamos precisar da ajuda da força de paz do Ministério da Defesa”, explicou o governador.
Cabral disse ainda que manterá o modelo adotado para a pacificação das favelas cariocas e que, se houver nova necessidade, ele irá recorrer ao governo federal. “Esse modelo que estamos implementado das UPPS já existe há dois anos, deu certo e se mantém. Agora com essa modalidade, tá provado que deu certo. Em outras comunidades igualmente complexas o que a gente percebe é há uma parceria, uma camaradagem, uma aliança para o bem”, afirmou.
O governador carioca também demonstrou preocupação com a infraestrutura que o estado precisará para receber os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo. Segundo ele, será necessário fazer o trabalho de “três décadas em seis anos” nas áreas de saneamento, transporte, mobilidade urbana e infraestrutura.
Cabral demonstrou, contudo, uma preocupação especial com os aeroportos e disse ter ficado feliz em perceber que a presidenta eleita também está pensando sobre esse assunto. “A minha alegria pessoal de ver a presidente tem um olhar específico para infraestrutura aeroportuária. Porque isso diz respeito diretamente ao Rio de Janeiro e a São Paulo também. Cumbica não aguenta mais, o Galeão também do jeito que está a perspectiva é muito precária”, completou.