Polícia

Cadeia Pública de Porto Alegre é desocupada para última fase da obra de readequação

Demolição dos pavilhões A e B marcam etapa final da reestruturação do antigo Presídio Central

Foto : Marcel Horowitz / CP

Teve início nesta quarta-feira a demolição dos pavilhões A e B, os últimos que restavam na Cadeia Pública de Porto Alegre. Com a etapa final das obras, o estabelecimento foi totalmente esvaziado. Iniciada em julho do ano passado, a reestruturação do antigo Presídio Central conta com investimento total de R$ 116,7 milhões. A construção deve ser finalizada no segundo semestre de 2024.

O superintendente dos Serviços Penitenciários, Mateus Schwartz, destacou que os últimos 586 detentos da casa prisional foram retirados na segunda-feira. Os presos foram transferidos para a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan) e Penitenciária Estadual de Charqueadas 2 (PEC 2), inaugurada no dia 27 de novembro. 

“A desocupação da Cadeia Pública de Porto Alegre é mais um marco no sistema. Uma operação complexa como essa ocorreu sem problemas, graças a um planejamento minucioso, à qualificação dos nossos grupos táticos e à integração com as outras forças de segurança", declarou Schwartz.

Cerca de 63,2% das obras estão concluídas. Em fevereiro, a empresa contratada para a execução dos serviços, a Verdi Sistemas Construtivos, finalizou os primeiros três módulos de vivência, somando 564 vagas. Com a desocupação completa e a demolição dos pavilhões A e B, terá prosseguimento o trabalho de limpeza, a preparação do terreno e a execução do serviço dos módulos restantes. No lugar dos dois prédios, serão construídos mais seis módulos de vivência, com 1.320 vagas, totalizando 1.884 vagas.

De acordo com o governador Eduardo Leite, assim como na recém inaugurada penitenciária de Charqueadas, as celas da Cadeia Pública não vão ter tomadas. A medida impede o uso de celular e dificulta a entrega de ilícitos feita por drones. "A nova estrutura possibilitará mais dignidade para os servidores e para as pessoas em cumprimento de pena, além de promover o reforço na fiscalização e o enfraquecimento das organizações criminosas", destacou. 

Ainda segundo Leite, a parte externa da cadeia terá torres de controle e serviços que abrangem reservatórios, casa de bombas, central de gás, e um gerador de água quente e de energia. O setor interno terá área construída de cerca de 14 mil metros quadrados, com nove módulos de vivência, onde ficarão as celas e os locais para atividades do cotidiano das pessoas presas.