Polícia

Cadeia Pública de Porto Alegre soma 1.840 presos

Site da Polícia Penal indica capacidade de 1.824 vagas, mas SSPS garante que unidade comporta 1.884 detentos

Cadeia Pública de Porto Alegre (CPPA) tem mais de 1,8 mil presos
Cadeia Pública de Porto Alegre (CPPA) tem mais de 1,8 mil presos Foto : Ricardo Giusti

A Cadeia Pública de Porto Alegre (CPPA) soma 1.840 presos nesta quarta-feira, após pouco mais de seis meses de sua reinauguração, em 10 de setembro do ano passado. De acordo com a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), o antigo Presídio Central tem 1.884 vagas, apesar do site da Polícia Penal apontar capacidade para 1.824 apenados. A pasta não explicou o motivo da diferença entre as informações, mas garantiu que a unidade não está superlotada.

A primeira leva de detentos foi enviada à CPPA um dia após a cerimônia de reabertura, em 11 de setembro, sendo esses do grupo voltado à mão de obra prisional. O estabelecimento prisional ficou por quase dois anos sem receber população carcerária, tempo em que passou por restruturação, com investimento de R$ 139 milhões.

O início da ordem de obras na CPPA ocorreu em junho de 2022, com o envio de 555 presos para unidades na Região Metropolitana. As reformas começaram no mês seguinte, quando foi demolido o pavilhão D. No ano seguinte, uma nova leva de transferências foi registrada em maio de 2023, com a remoção de 529 presos e demolição do pavilhão F.

Ainda em 2023, a terceira e última fase do projeto ocorreu entre novembro e dezembro, com remoção de 896 presidiários e destruição dos pavilhões A e B.

No total, foram removidos 1.980 detentos da CPPA. Essa população acabou sendo distribuída entre as penitenciárias estaduais do Jacuí (PEJ), de Charqueadas 2 (PEC II), estas sediadas no Complexo Penitenciário da Região Carbonífera, e de Canoas (Pecan), na Região Metropolitana.

No lugar dos antigos pavilhões, foram erguidos nove módulos de vivência, totalizando área construída de aproximadamente 14 mil metros quadrados e 240 celas, além de locais para atividades do cotidiano, como pátio coberto e outro de sol e áreas para visita e atendimento jurídico. Uma rede de proteção cobre os espaços abertos, na intenção de impedir o arremesso de objetos e drogas feitos através de drones ou manualmente.

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