A Cadeia Pública de Porto Alegre (CPPA) soma 1.840 presos nesta quarta-feira, após pouco mais de seis meses de sua reinauguração, em 10 de setembro do ano passado. De acordo com a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), o antigo Presídio Central tem 1.884 vagas, apesar do site da Polícia Penal apontar capacidade para 1.824 apenados. A pasta não explicou o motivo da diferença entre as informações, mas garantiu que a unidade não está superlotada.
A primeira leva de detentos foi enviada à CPPA um dia após a cerimônia de reabertura, em 11 de setembro, sendo esses do grupo voltado à mão de obra prisional. O estabelecimento prisional ficou por quase dois anos sem receber população carcerária, tempo em que passou por restruturação, com investimento de R$ 139 milhões.
O início da ordem de obras na CPPA ocorreu em junho de 2022, com o envio de 555 presos para unidades na Região Metropolitana. As reformas começaram no mês seguinte, quando foi demolido o pavilhão D. No ano seguinte, uma nova leva de transferências foi registrada em maio de 2023, com a remoção de 529 presos e demolição do pavilhão F.
Ainda em 2023, a terceira e última fase do projeto ocorreu entre novembro e dezembro, com remoção de 896 presidiários e destruição dos pavilhões A e B.
No total, foram removidos 1.980 detentos da CPPA. Essa população acabou sendo distribuída entre as penitenciárias estaduais do Jacuí (PEJ), de Charqueadas 2 (PEC II), estas sediadas no Complexo Penitenciário da Região Carbonífera, e de Canoas (Pecan), na Região Metropolitana.
No lugar dos antigos pavilhões, foram erguidos nove módulos de vivência, totalizando área construída de aproximadamente 14 mil metros quadrados e 240 celas, além de locais para atividades do cotidiano, como pátio coberto e outro de sol e áreas para visita e atendimento jurídico. Uma rede de proteção cobre os espaços abertos, na intenção de impedir o arremesso de objetos e drogas feitos através de drones ou manualmente.