Polícia

Cadeirante que esfaqueou policial civil em Porto Alegre tem prisão preventiva decretada

Homem de 31 anos está recolhido no Nugesp

Cadeirante teve prisão decretada por tentativa de homicídio
Cadeirante teve prisão decretada por tentativa de homicídio Foto : Polícia Civil / CP

Foi decretada a prisão preventiva do cadeirante que esfaqueou um policial civil em Porto Alegre. A medida decorre de uma audiência de custódia no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), onde foi determinado que o homem de 31 anos continuará preso por tentativa de homicídio. Ele está recolhido na unidade desde o dia 27 de setembro, quando foi detido em flagrante no Centro Histórico.

Mesmo após a determinação judicial, o preso deve continuar no Nugesp. Ali, ele poderá ficar sob custódia por um período de até 15 dias, enquanto aguarda a abertura de uma vaga em outro estabelecimento do sistema prisional gaúcho.

O cadeirante soma condenações por tráfico e produção de drogas. Ele chegou a cumprir pena no antigo Presídio Central, entre os dias 10 de março e 24 de maio de 2013, mas foi solto em liberdade condicional.

A volta do criminoso ao sistema prisional ocorre após ele desferir uma facada nas costas de um policial civil. O momento da agressão foi registrado por câmeras no entorno da rua Garibaldi com a avenida Voluntários da Pátria, quando agentes da 2ª Delegacia de Homicídios (2ª DPHPP) prendiam suspeitos de assassinato. O cadeirante não era um dos alvos da ação.

As imagens mostram o momento em que dois policiais desembarcam de uma viatura à paisana e procedem com abordagens. Na sequência, um dos abordados é posicionado de frente para uma casa, com as mãos encostadas em uma mureta, enquanto aguarda para ser revistado.

Também consta na gravação o momento em que surge um homem em uma cadeira de rodas, fora da vista dos policiais. Sem chamar atenção, ele se aproxima e crava uma faca nas costas do agente que iniciava o procedimento de revista. A filmagem é interrompida quando o policial ferido aborda o cadeirante.

A vítima é um agente natural do Rio de Janeiro, mas locado na 2ª DPHPP da Capital. Ele foi encaminhado para atendimento no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e, no mesmo dia em que foi esfaqueado, recebeu alta.

De acordo com o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Mario Souza, o golpe foi desferido de cima para baixo, e por poucos centímetros não atingiu o pulmão do agente. A motivação do crime ainda é investigada, entretanto, o delegado enfatiza que houve reforço na presença do efetivo, assim como um aumento no número de ações, na localidade onde o policial foi esfaqueado.

"Enviamos agentes para a região no mesmo dia em que o ataque contra o policial ocorreu. Também implementamos um protocolo de ações contra homicídios ali”, afirmou o delegado Mario Souza, em entrevista à Rádio Guaíba.

Dez suspeitos presos em ação

Conforme a PC, o local onde houve a tentativa de homicídio é conhecido por ser ponto de tráfico. Agentes da 4ª DP efetuaram duas ações ali, na manhã e tarde de segunda-feira, quando 10 pessoas foram presas em flagrante.

O delegado Marcos Meirelles aponta que a ofensiva foi fruto de meses de investigação. Na coordenação provisória da 4ª DP, Meirelles, que oficialmente comanda a 6ª DP, destaca ainda que as prisões não foram mera represália ao atentado contra o agente.

"A ação foi fruto de investigações que ocorrem todos os dias. Sabemos que há pontos de tráfico naquela região. Não se tratou de um ato de resposta, foi o resultado de meses de trabalho dos policiais da 4ª DP”, concluiu Marcos Meirelles.