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Ex-árbitro de futebol e dono de um mercado perto da casa da jovem, o comerciante Márcio Batista Traslatti, de 49 anos, conhece a jovem desde bebê e sua família. “Acompanhei ela crescer. É uma menina sem problemas e de boa índole. Tenho certeza que ela foi na empolgação. Foi um ato involuntário, gritando junto com todo mundo. Estava no lugar e na hora errada”, avaliou. O comerciante entende que todo mundo erra na vida. “Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Ela merece uma oportunidade e perdão. Ela já está sendo punida ao ser exposta em todo o país. Compete a ela agora pedir desculpa por tudo”, observou Márcio Batista Traslatti.
Torcedor colorado, Ilto Ferreira de Assis, de 64 anos, também conhece a jovem há muito tempo e nunca ouviu alguém falar mal dela. “Acho que ela foi no embalo da torcida organizada”, analisou. Na opinião dele, os clubes têm que assumir as responsabilidades em relação às torcidas, pois “financiam, dão churrasco e ônibus”. Ele lamentou que a imagem da jovem, registrada por um canal esportivo de televisão a cabo, seja agora “o bode expiatório” quando havia “uns 300” gritando ofensas contra o goleiro santista. “Ela já foi penalizada. É uma coisa inacreditável”, constatou.
Já Iracema Rodrigues da Silva, de 50 anos, considerou uma “fatalidade” o episódio com a jovem vizinha. “Ela se dá com todo mundo. Ela tem amigos negros. Nunca escutei algo contrário. Acho que foi uma coisa de ‘maria vai com as outras’. Ela já ganhou o castigo e seria errado ficarem agora hostilizando-a”, enfatizou a moradora.