Conforme o Ministério Público, a fiação está em estado ruim, oferecendo risco de incêndio. Além disso, segundo a promotora de Justiça Sandra Goldman, o alojamento F, que dá direto para rua, tem buracos na parede e no teto – fato que a promotora considera absurdo, pois possibilita que o albergado saia à noite, após responder a conferência, cometa crimes e retorne. “Partindo de uma hipotética fuga de um preso, ele pode sair e cometer assaltos e voltar, como se nada tivesse acontecido”, exemplifica da promotora de Justiça, umas das responsáveis pelo pedido de interdição. “É um absurdo que este detento use o sistema prisional como álibi, já que alegará estar no albergue na hora em que o crime foi cometido."
O superintendente substituto, Afonso Auler, afirmou que a Susepe vem procurando fazer um trabalho permanente de conservação das casas prisionais. Em relação ao Pio Buck, salientou Auler, a Superintendência tem gasto mais de R$ 1 mil por mês na recuperação da estrutura física da instituição penal. Ela ressaltou que a pouco mais de um mês foram trocados oito vasos sanitários. “A depredação do prédio é em parte culpa dos albergados”, disse o superintendente substituto. “São cidadãos (detentos) que não têm o mínimo de consideração com o bem público."
Para Auler fica um “conserta-estraga”, que não tem fim. O superintendente substituto disse que a Susepe está estudando o remanejo de presos do pavilhão F para o B, deixando no primeiro pavilhão presos considerados menos perigosos. Os buracos do pavilhão F, de acordo com Auler, já foram fechados. “É um pavilhão que dá para rua e colocando presos menos perigosos, temos a intenção de acabar com o problema da evasão”, disse Auler. “E os que estavam no F, ficariam em um pavilhão que não dá para rua”.
* Matéria corrigida às 19h40min.