A delegada Simone Chaves afirmou que as agressões ocorriam porque o padrasto descobriu que a enteada havia perdido a virgindade com o namorado, de 24 anos. A mãe da garota seria conivente com os espancamentos. Em uma das ocasiões, a adolescente chegou a ter o rosto desfigurado a golpes de correntes de ferro.
A delegada explica que a investigação começou depois de uma ocorrência de estupro contra a adolescente, usada para despistar a Polícia. O casal acusou o namorado da garota, mas descobriu que ela havia consentido a relação sexual. Em seguida a delegada passou a ouvir testemunhas e vizinhos e identificou que a menor era vítima constante de agressões do padrasto.
Com marcas pelo corpo, ela chegou a ser encaminhada a um hospital pelo homem, que alegou que a casa da família havia sido assaltada e a adolescente, agredida pela quadrilha. A garota foi levada à casa de uma irmã em Canoas.
Indiciado por tortura e falso testemunho, o padrasto pode ser condenado a mais de dez anos de prisão. A mãe da adolescente vai responder por tortura e falsa comunicação de crime, podendo ser condenada a pena semelhante.