Moradores da Vila Maria da Conceição se revoltaram com a prisão de um casal, acusado de tráfico de drogas, e trocaram socos com policiais militares das Patrulhas Especiais (Patres), na tarde desta sexta-feira. O casal - ele com 25 anos e ela com 22 - foi pego na rua Farroupilha. Quando estavem sendo conduzidos à viatura, pessoas tentaram libertá-los. Neste momento, começou a confusão, com troca de empurrões e socos. A situação foi logo controlada quando chegaram mais quatro equipes das Patres.
Com os suspeitos, os PMs apreenderam cerca de 400 buchinhas de crack, prontas para a venda, dois celulares e pouco mais de R$ 900,00. O dois suspeitos foram conduzidos à 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (3ª DPPA). Dois PMs ficaram levemente feridos.
De acordo com o sargento Luciano Rocha, que comandou a operação, ele e os outros três brigadianos estavam em patrulhamento de rotina na região, local que merece especial atenção, pois é considerado "território" de um dos maiores traficantes da Capital. Atualmente, este cumpre pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), para onde foi levado após ser preso por agentes do Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc) no Rio de Janeiro.
Por volta das 14h, quando a equipe entrou na rua Farroupilha, avistaram o acusado. O suspeito também viu os PMs se aproximando e correu para entrar em uma residência. “Nesse momento, foi abordado por nós”, contou o sargento. “Encontramos com ele uma certa quantidade da droga”.
Socos
A jovem estava na casa e viu quando o companheiro foi pego pelos brigadianos. Ela, de acordo com Rocha, estava com uma sacola, onde estava o restante do entorpecente. A suspeita, ressaltou o sargento, ainda tentou “dispensar” o narcótico, correndo para o banheiro, onde provavelmente jogaria as pedras de crack no vaso sanitário. "Em seguida, começou o tumulto", contou Rocha.
Moradores não aceitaram a prisão e se aproximaram da vitaura, que conduziria os suspeitos à delegacia. Exaltados, os populares tentaram libertar os suspeitos. Em meio a muitos gritos, começou a troca de socos, que foi, segundo Rocha, acompanhada de pedradas em direção ao véículo das Patres. "Pedimos apoio de mais quatro equipes da unidade", contou o sargento. "De outra maneira, não conseguiríamos sair do local".
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