Três pessoas – um casal e um adolescente – foram indiciadas pelo latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou, em 10 de junho, a funcionária da Infraero, Mineia Machado, de 40 anos. O delegado regional de Porto Alegre Cleber Ferreira, que também responde de forma interina pela Delegacia do Turista, reiterou, nesta quinta-feira, estar certo de que o caso configurou latrocínio, embora a família de Mineia questione a tese e suspeite de crime passional.
• Vítima de latrocínio foi escolhida aleatoriamente, informa delegado
A mãe e colegas da vítima relataram que a funcionária vinha sendo perseguida por um homem, que passou a deixar mensagens rabiscadas no carro dela. Ferreira confirmou, porém, que um fogão e um aquecedor foram comprados com o uso do cartão de crédito de Mineia e escondidos na boate de propriedade da namorada de um dos suspeitos do crime.
O homem, de 32 anos, detido no Presídio Central, vai responder pelos crime de latrocínio, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Já a mulher, que não chegou a ser detida, vai ser indiciada pelo crime de favorecimento real, já que usufruiu do que foi roubado. Em paralelo, o delegado Raul Vier, da 2ª Delegacia para o Infrator do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), indiciou o adolescente, de 16 anos, internado na Fase, também pelo crime de latrocínio.
Enquanto o adulto admite participação no roubo, mas não no assassinato, o menor garante que ambos mataram Mineia. Para o delegado, a versão do menor é a mais plausível.
Polícia ainda espera laudos
Nessa terça-feira, a Polícia realizou a reconstituição do crime. Uma mancha de sangue no porta-malas do carro de Mineia também foi descoberta recentemente, o que pode indicar que ela começou a ser agredida antes de chegar a Montenegro, onde o corpo foi encontrado, às margens da BR 386. O material foi encaminhado para análise e, junto com outras provas periciais, vai auxiliar na complementação do inquérito.
Adolescente garante que já matou seis
Em depoimento à Polícia Civil, o menor de idade não demonstrou arrependimento. Ele relatou já ter cometido seis homicídios, embora a Polícia ainda não confirme essa informação. O adolescente disse, também, que participou de uma ação que terminou com tiroteio e a morte de quatro criminosos, em frente ao Hospital Cristo Redentor, em abril, na zona Norte. Na ocasião, ele citou que era ocupante do primeiro carro que trocou tiros com policiais, na avenida do Forte.
Casal e menor são indiciados pela morte de funcionária da Infraero
Delegado reiterou tese de latrocínio, mas família da vítima acredita em crime passional