Polícia

Caso Becker: Polícia pede prisão preventiva de cinco pessoas

Advogado de médico acusado pelo crime não vê motivos para indiciamento

Inquérito sobre assassinato de Becker foi concluído nesta manhã
Inquérito sobre assassinato de Becker foi concluído nesta manhã Foto : Mateus Bruxel
A Polícia Civil pediu a prisão do andrologista Bayard Ollé Fisher Santos e mais quatro pessoas, indiciadas pela morte do médico oftalmologista Marco Antônio Becker, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers), assassinado em 4 de dezembro do ano passado. Os cinco foram acusados pelo crime de homicídio e tiveram solicitada a prisão preventiva. Um sexto indiciado foi liberado. Pelo menos dois deles - o piloto da moto e o homem que desferiu os tiros em Becker - integravam a quadrilha do traficante Jura, o suposto interlocutor de Bayard - e foram detidos há mais de um mês, por outros crimes.

O inquérito foi concluído nesta manhã e remetido à Justiça pelo delegado de Homicídios Rodrigo Bozzetto, que não se pronuncia sobre o conteúdo do inquérito alegando segredo de Justiça. O advogado Nereu Lima, defensor do médico acusado, que teve acesso ao inquérito através de uma autorização judicial, afirmou não ver elementos para o indiciamento do cliente.

Foram indiciados pela morte de Becker o piloto da moto, o carona (e atirador), um traficante, o médico - como provável mandante do crime -, um ex-assessor dele e uma sexta pessoa, com menor participação no crime. A moto usada no assassinato, uma Falcon, foi encontrada, mas a pistola .40 de uso restrito ainda não. Becker foi morto com quatro tiros, na rua Ramiro Barcellos, no bairro Floresta, em Porto Alegre.

O motivo do assassinato, conforme o inquérito enviado à Justiça, é uma suposta desavença entre o provável mandante com a vítima em questões na área médica. O traficante Jura segue foragido e, conforme a Polícia, mora atualmente no Paraguai.