Polícia

Caso Bernardo: cumprimento da pena da madrasta passa a ser fiscalizado pela Comarca de Santo Ângelo

Devido progressão para o regime semiaberto, defesa pediu transferência para um instituto penal mais próximo de onde Graciele Ugulini residia

O cumprimento da pena de Graciele Ugulini, condenada pela morte do enteado Bernardo Boldrini, morto em abril de 2014, passa a ser fiscalizado pela Vara de Execuções Criminais (VEC) da Comarca de Santo Ângelo. A mudança ocorreu devido à transferência da presa para o Instituto Penal de Santo Ângelo.

Após a progressão para o regime semiaberto, a defesa pediu a transferência para estabelecimento prisional mais próximo da localidade onde ela residia. Em decisão publicada na segunda-feira, o Juiz de Direito Márcio Roberto Müller, titular da VEC na comarca, deu ciência à remessa do Processo de Execução Criminal (PEC) da presa. O PEC tramitava anteriormente no 1º Juizado da 2ª VEC de Porto Alegre. Graciele está cumprindo a pena de 34 anos e 7 meses de prisão.

Caso
Bernardo Boldrini tinha 11 anos quando desapareceu, em Três Passos, em março de 2014. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado em uma cova vertical em uma propriedade às margens do rio Mico, na cidade vizinha, Frederico Westphalen. No mesmo dia, o pai e a madrasta da criança, Graciele Ugulini, foram presos, suspeitos, respectivamente, de serem o mentor intelectual e a executora do crime.