Polícia

Caso Bernardo: Evandro afirma que é inocente

TV Record exibiu com exclusividade irmão de Edelvânia no detector de mentiras

Evandro se submeteu ao detector de mentiras no Foro Três Passos
Evandro se submeteu ao detector de mentiras no Foro Três Passos Foto : TV Record / Reprodução / CP
O irmão de Edelvânia Wirganovicz, Evandro, negou que tenha participado do crime, muito menos aberto a cova. Segundo ele, a irmã é uma pessoa do bem. "Foi uma barbaridade o que aprontaram para ela", comentou. "Fizeram a cabeça dela por dinheiro", disse, contradizendo o advogado da irmã, de que Edelvânia havia sido ameaçada.

Evandro teve a prisão decretada no dia 10 de maio, suspeito de participação no crime e na ocultação do cadáver do menino Bernardo. Ele aceitou dar um depoimento com o detector de mentiras no Foro de Três Passos. O programa "Domingo Espetacular", da Rede Record, exibiu com exclusividade as imagens do acusado se submetendo à máquina. As reações de Evandro também foram captadas pela câmera, que gravou o depoimento.

Evandro afirmou que não sabia que o menino Bernardo seria morto e disse desconhecer o plano de assassinato. "Não sei como elas planejaram", referindo-se a Graciele e Edelvânia. O acusado assumiu ter sentido medo de ser preso, devido à grande repercussão do caso. Quase no final das perguntas, ele chora, jurando "pelos filhos" que não está envolvido no crime.

Ao final, a análise da máquina concluiu que sempre que Evandro falava da irmã, ele dizia a verdade. Quando responde sobre não ter cavado a cova em que Bernardo foi enterrado, a conclusão é imprecisa. No entanto, quando responde às perguntas em relação a estar no local, ele afirma que estava pescando, mas as suas respostas são apontadas pela máquina como de "alto risco", ou seja: não são consideradas uma verdade.

No processo criminal, que tramita na Comarca de Três Passos, também são acusados do assassinato o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e a assistente social Edelvânia Wirganovicz. A prisão temporária dos três acusados foi decretada em 14 de abril. No dia 12 deste mês, o Tribunal de Justiça do RS manteve a prisão do pai de Bernardo, após a 3 Câmara Criminal negar o hábeas.

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