Polícia

Cavalaria reforça segurança no Litoral Norte

Correio do Povo acompanhou um trio de policiais montados pelas ruas de Cidreira

Brigada Militar faz policiamento a cavalo em Cidreira
Brigada Militar faz policiamento a cavalo em Cidreira Foto : Fabiano do Amaral
Não é apenas nos parques da Capital que ocorre o policiamento a cavalo. Em Cidreira, um pelotão do 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon) está patrulhando as ruas do balneário, além de apoiar operações em outras praias. No final da tarde de quinta-feira, o Correio do Povo acompanhou um trio de policiais militares, que fazia o policiamento nas ruas desta cidade do litoral Norte.

De acordo com o tenente Renato Ferreira de Araújo, comandante do pelotão, denominado "Hipo", foram deslocados para a orla 27 animais, que estão em uma espécie de haras, afastado do centro. O efetivo é de 31 PMs, sendo quatro mulheres. Do dia 17 de dezembro, quando chegaram à praia, até ontem, o pelotão tem atendido uma série de ocorrências na região. A permanência do 4º RPMon se estende até março.

A escolha por Cidreira foi pela praticidade, pois era uma das poucas cidades que oferecia estábulo com baias para colocar os cavalos, além da construção ficar afastada do centro. Do local onde estão alojados, os animais só saem para fazer o patrulhamento, realizado das 18h às 24h, quando um trio de policiais percorre as ruas da cidade.

Segundo Araújo, o emprego de três PMs nas ações é o mais adequado, pois enquanto dois policiais fazem as averiguações, o terceiro fica segurando os cavalos. "O policiamento pode ser feito em dupla, mas o mais adequado é empregar três", explicou o comandante do pelotão. "As PMs também participam dessas ações, junto com os homens, até porque elas têm preparo para isso".

Apoio nas ocorrências

As operações do "Hipo" não se resumem apenas a Cidreira. Se ocorrer um grande evento, salientou Araújo, o pelotão se desloca para o local, dando apoio às outras unidades da Brigada. O Regimento já atendeu a casos como incêndio, ajudando a isolar a área, flagrando infrações de trânsito e fazendo averiguações, em Cidreira, que é a base do pelotão. No entanto, ressaltou Araújo, o "Hipo" também já participou de ações em Imbé e em Quintão.

Um trabalho grande, também, de logística. Se a distância da base para o local onde está ocorrendo o fato for mais de cinco quilômetros, os animais são transportados de caminhão. Percursos menores, os PMs vão montados nos cavalos.

O planejamento das operações do 4º RPMon é previamente estabelecido. Desde que embarcaram para o litoral, os PMs receberam um documento, chamado por eles de cartão programa, onde está estabelecido horários e itinerários para o patrulhamento. No entanto, dependendo do momento, as ações da cavalaria vão se adequando às situações que aparecem.

Araújo ressaltou que o policiamento montado se localiza onde existem grandes aglomerações e, eventualmente, na periferia. Os PMs evitam cavalgar pela orla, onde o animal poderia sujar a areia, criando embaraços para os veranistas. "A escolha de um determinado local também leva em conta a necessidade ali existente", disse Araújo. "Um exemplo, aleatório, é, se está ocorrendo muito furto em veículo em Salinas, vamos colocar o policiamento a cavalo naquela praia".

O 4º RPMon não faz somente o policiamento ostensivo. Há participação dos PMs em eventos sociais. Um deles é o passeio a cavalo, onde são empregados os animais do pelotão para as pessoas, principalmente crianças, passearem. O Regimento, inclusive, foi um dos pioneiros em propiciar a equoterapia. Um método terapêutico e educacional utilizando o cavalo interdisciplinarmente, nas áreas de saúde, educação e equitação, visando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especiais.