Aproximadamente 400 armas foram apreendidas, na manhã desta quinta-feira, durante a Operação Chumbo Grosso da Polícia Federal. Sete pessoas foram presas. Entre as armas estavam revólveres, pistolas, espingardas e até fuzis de grosso calibre, além de centenas de munições variadas. Equipamentos de recarregar cartuchos e documentos também foram recolhidos.
Mais de 500 policiais federais foram mobilizados ao amanhecer em 12 endereços de residências, sendo a maioria em Porto Alegre e alguns pontos em Cruz Alta. Na Capital, um dos locais foi na rua Câncio Gomes, no bairro Floresta.
Os agentes estiveram também no bairro Três Figueiras. O Exército prestou apoio na operação. As investigações duraram em torno de um ano, mas vão prosseguir para mapear todas as rotas de contrabando e venda ilegal de armamento e munição.
Responsável pela Delegacia de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas, da PF/RS, o delegado Cristiano Gobbo explicou que existiam vários grupos responsáveis por trazer armas e munições de outros estados e até do exterior. Segundo ele, as mesmas eram revendidas ilegalmente, sem licença da PF e do Exército, nas próprias casas dos acusados ou até no comércio. Entre os detidos estão até colecionadores.
O delegado Cristiano Gobbo revelou ainda que a criminalidade estava sendo abastecida, o que foi comprovado durante as investigações com dois flagrantes de bandidos adquirindo armamento e munições. Ele destacou o trabalho clandestino de armeiros que faziam até a recarga das munições.
Cerca de 400 armas são apreendidas na Operação Chumbo Grosso
Sete pessoas foram presas pela Polícia Federal