Polícia

Cerca de 42 mil jovens podem ser assassinados até 2019 no Brasil

Rio Grande do Sul é 18º estado em monitoramento sobre mortes violentas

Em torno de 42 mil jovens, de 12 a 18 anos, poderão ser vítimas de homicídio entre 2013 e 2019 nas cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. A estimativa é da 5ª edição do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), apresentado nesta quarta-feira. No Rio Grande do Sul, a incidência de violência é de 2,44. O Estado ocupa a 18ª posição entre os pesquisados. Já entre os municípios gaúchos, Viamão é o mais violento para os jovens, com 6,49.

O estudo, elaborado de forma conjunta pela Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República, Unicef, o Observatório das Favelas e o Laboratório para a Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-UERJ), monitora as taxas para contribuir com a avaliação das políticas de prevenção à violência. Segundo o relatório, baseado em dados de 2012 e realizado em 288 centros urbanos, de cada 100 mil jovens, que nesse ano completaram 12 anos no Brasil, 332 deles estão em perigo de não chegar aos 19 anos, vítimas de um homicídio. A estimativa representa um aumento de 17% em relação a 2011, quando o IHA chegou a 2,84.

De acordo com os dados, a região Nordeste apresenta a maior incidência de violência letal contra adolescentes, com um índice igual a 5,97. Em contrapartida, o Sudeste possui o menor valor, com uma perda de 2,25 jovens em cada mil. Foi verificada, no entanto, ainda uma redução na mortalidade na região Sul, com 2,44.

Um grave problema de desigualdade racial, que existe no país em torno da violência contra os adolescentes, também foi constatado. O estudo aponta que os meninos tem um risco 11,92 vezes maior de ser vítimas de um homicídio do que as meninas e as armas de fogo são o principal meio usado nestes casos de homicídio. “A desigualdade se manifesta neste mapa de violência, apesar do êxito das políticas sociais realizadas nos últimos 12 anos”, afirmou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti.