Polícia

Cerco a casa na zona Sul da Capital já dura mais de 10 horas

Homem estaria armado dentro de casa e não responde aos apelos da Brigada Militar

Homem estaria em surto por causa do término de um relacionamento
Homem estaria em surto por causa do término de um relacionamento Foto : Camila Domingues / CP
A Brigada Militar (BM) ainda aguarda algum tipo de resposta do homem de 36 anos que está trancado em sua residência na zona Sul de Porto Alegre desde às 11h da manhã deste domingo. O homem, que está armado e já disparou vários tiros com uma espingarda, não manteve nenhum tipo de contato com os policiais nem mesmo após a utilização de uma granada de som e luz. A BM também acionou as sirenes dos carros e não obteve resposta.

A bomba e as sirenes foram ativadas por volta das 19h. Caso o homem não apresente reação, existe a possibilidade de a BM entrar na residência.

“Há três hipóteses: ou ele está dormindo, ou está bem acordado e vendo nossos movimentos ou ficou ferido com o último tiro disparado por volta do meio dia e meio”, disse o subcomandante da Brigada Militar, coronel Jones Calixtrato, ao enfatizar que a tática da polícia é de estabelecer negociações e convencer o homem a se entregar.

Calixtrato chegou ao local por volta das 14h, assumiu a frente das negociações, juntamente com o titular do CPC, coronel Antero Batista Homem. “Estamos tentando entrar em contato com ele (Leão), por isto estamos usando vários mecanismos para despertá-lo”, afirmou Calixtrato.

O cerco

As negociações entre a Brigada Militar e o homem já duram mais de oito horas. Os vizinhos foram surpreendidos por volta das 11h deste domingo com cerca de cinco tiros de espingarda.

A BM mobilizou um aparato de cerca de 30 policiais militares, entre eles o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que interditou a quadra residencial. Também foi montado no local um comitê de gerenciamento de crise, que serviu de abrigo para os familiares.

O motivo do isolamento do homem teria sido o término de um relacionamento amoroso. A reação descontrolada começou no final da noite de sábado, segundo familiares, e assustou a mãe e a irmã, que também estavam na casa. Na manhã de domingo, com os tiros, as duas deixaram a casa em busca de ajuda.

Por volta das 16h, um pastor evangélico chegou ao local para ajudar nas tratativas. A irmã tentou ajudar nas negociações, mas não obteve êxito.