Polícia

Chacina em Gravataí pode ter sido queima de arquivo

Polícia investiga que vítimas foram mortas porque criminosos não encontraram vizinho que seria alvo

Quatro pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas em Gravataí
Quatro pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas em Gravataí Foto : Mauro Schaefer
As quatro vítimas fatais da chacina ocorrida na manhã deste sábado em Gravataí podem ter sido mortas devido ao fato de os criminosos não terem encontrado o alvo que buscavam. De acordo com a Polícia Civil, a dupla que atirou em sete pessoas – três sobreviveram e foram encaminhadas a hospitais – em uma casa na rua Dom Vitório Mônego, no bairro Cruzeiro, estariam, na verdade, procurando outra pessoa, na casa da frente de onde os disparos foram efetuados.

“Os moradores afirmam que não haveria qualquer razão para praticar um crime contra a vida de contra qualquer habitante daquela residência, então eles acreditam que esse Etios teria vindo para matar alguém que reside na primeira casa, mas para queimar as provas testemunhais os indivíduos acabaram matando toda a família que se encontrava na casa de trás”, observou o delegado Felipe Borba. Conforme relatos passados a ele, “os criminosos entraram decididos a matar quem eles vissem pela frente”.

A Polícia Civil já começou a colher depoimentos de testemunhas do caso. Moradores da região afirmaram que dois homens chegaram ao local e desceram de um veículo Toyota Etios com o intuito de matar alguém. O terreno, no entanto, possui duas casas. Os homens abordaram com tiros primeiro os moradores da casa da frente e, em seguida, também atiraram contra a família que residia na casa dos fundos. As vítimas assistiam televisão e tomavam chimarrão quando foram surpreendidos.

A residência da frente de onde ocorreu o crime continha poucos móveis. Mas lá foram encontrados uma touca ninja, um colete balístico, três aparelhos celulares e uma caixa de rádio na frequência da Brigada Militar. Os atuais locatários estavam no imóvel havia pouco mais de um mês e, conforme testemunhas, não apresentaram atividades suspeitas.