Está descartada que a chacina ocorrida na madrugada de terça-feira no bairro Parque Índio Jari, em Viamão, tenha sido decorrente da guerra pelo controle do tráfico de drogas entre duas facções criminosas rivais. Na manhã de hoje, o chefe de Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, confirmou que as execuções em série estão relacionadas a um conflito interno naquela região por parte de um dos grupos.
Para não prejudicar as investigações que estão avançadas, ele preferiu não entrar em detalhes por enquanto. O comandante do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), coronel José Carlos Pacheco Ferreira, já havia dito também que tratava-se de um caso pontual, distanciando-se da hipótese inicial de um ataque cometido por uma facção contra outra.
• Policiamento ostensivo segue em Viamão nesta quarta-feira
A chacina ocorreu na madrugada de terça-feira e teve oito vítimas. Criminosos invadiram uma residência e mataram quatro pessoas à tiros. Outras três foram assassinadas em vias públicas: nas ruas Professor Freitas Cabral, Guarapari e Aranguará. Uma delas chegou a ser encaminhada com vida a uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A oitava vítima foi localizada rua Cascavel, horas após o crime.
Chacina em Viamão foi motivada por conflito interno em facção, diz Polícia Civil
Delegado Emerson Wendt descartou que crime tenha sido um confronto entre grupos rivais