Polícia

Chefe da reserva de Gramado dos Loureiros recebe habeas corpus

Rodovia do Norte do Estado segue bloqueada até índio sair do presídio

A Justiça de Nonoai concedeu, na noite desta terça-feira, habeas corpus ao índio preso por porte ilegal de arma, na segunda-feira, em operação conjunta entre Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Federal no Norte do Estado. De acordo com o prefeito de Gramado dos Loureiros, Antônio João Ceresoli, o indígena deve deixar o Presídio de Sarandi ainda durante a noite.

Enquanto o chefe da reserva de Bananeiras não é libertado, os caigangues prosseguem com o bloqueio à ERS-324, entre os municípios de Planalto e Alpestre. Mais de 150 índios trancam a rodovia em protesto à prisão de três indígenas. A pista fica fechada por uma hora e liberada por 30 minutos. Segundo o sargento Gilberto Bonfada do Comando Rodoviário da Brigada Militar de Nonoai, a previsão é de que a estrada seja liberada até as 23h.

As investigações da polícia começaram desde a suspeita de que os índios tenham ajudado a quadrilha que assaltou o Banrisul de Gramado dos Loureiros, em junho. Na reserva indígena de Bananeiras, em Gramado dos Loureiros, foram encontradas três armas de fogo na casa do cacique, e outras cinco na casa de dois filhos. Um dos filhos do cacique, o vice-prefeito de Gramado dos Loureiros, Erpone do Nascimento, de 39 anos, pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado.

Segundo a Brigada Militar, uma das armas localizadas na casa do cacique era furtada, enquanto que as duas armas encontradas na casa do filho estavam com as numerações raspadas. Gélson, um dos filhos do Cacique, segue no Presídio de Sarandi.

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