Polícia

Chefe de polícia destaca falta de planejamento em ação em Gravataí

Vítima de sequestro foi morto por policiais

O chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, destacou a falta de planejamento da ação conjunta entre as polícias civis do Estado e do Paraná que culminou na morte de uma vítima de sequestro na tarde dessa quarta-feira, em Gravataí. O delegado afirmou que as polícias civis se comunicavam com policiais militares, repassando placas de veículos que teriam sido usados em sequestros, quando viram um desses veículos saindo de uma casa.

“Eles agiram de forma inopinada e houve, segundo relato dos participantes da ação, troca de tiros entre criminosos e agentes policiais, infelizmente vindo a falecer uma das vítimas”, declarou. Ele disse que será feita perícia balística nas armas usadas na ação para identificar a autoria do disparo.

Entenda o caso

Uma pessoa morreu em ação conjunta entre a Polícia Civil do Paraná e as polícias Civil e Militar do Rio Grande do Sul. Agentes invadiram um cativeiro onde dois empresários eram mantidos reféns atrás da Câmara de Vereadores de Gravataí.

O 1º sargento do serviço de inteligência da Brigada Militar Ariel da Silva foi atingido por cinco disparos de fuzil por volta da 1h30min dessa quarta-feira, em Gravataí. A versão apresentada pelos policiais paranaenses é de que o policial militar (PM) atirou contra eles em uma abordagem e ocorreu então o revide com tiroteio. O coronel Silanus Mello, responsável pelo Comando de Policiamento Metropolitano da Brigada Militar, não acredita na hipótese de o PM ter decidido abordar, de moto, um carro com três ocupantes. Ariel da Silva estava à paisana, de folga e voltava da casa do pai. "O sargento estava caído, ainda com vida, ao lado da moto e da sua pistola. Estava distante cerca de sete metros atrás do Logan", disse.


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