Polícia

Chefe de polícia e ex-senador serão ouvidos nesta quarta sobre a morte de Eliseu Santos

Hoje ocorre a última audiência do processo que investiga o assassinato do ex-secretário de Saúde da Capital

Político foi morto a tiros no bairro Floresta
Político foi morto a tiros no bairro Floresta Foto : Vinícius Roratto
Ocorre nesta quarta-feira a audiência para ouvir as últimas 43 testemunhas de defesa de 11 réus denunciados pelo Ministério Público por suspeita de envolvimento na morte do ex-prefeito e ex-secretário da Saúde de Porto Alegre Eliseu Santos, assassinado a tiros em fevereiro de 2010. O então diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic) e atual chefe de Polícia Civil, Ranolfo Vieira Júnior, e ex-senador Sérgio Zambiasi devem depor também hoje.

A partir das 9h, serão ouvidos parentes, amigos e vizinhos que pretendem abonar a conduta dos acusados. Além disso, o perito Lauro José Purper deverá depor sobre as alegadas mudanças feitas em uma transcrição de escuta telefônica envolvendo Marcelo Dias Souza, apontado como um dos executores, e Marco Antônio Bernardes, um dos que seriam os mandantes da morte.

Às 14h, está confirmada a audiência de Ranolfo Vieira Júnior, e às 16h, de Sérgio Zambiasi. O delegado Ranolfo foi arrolado por Marcelo Machado Pio, um dos integrantes da empresa de segurança Reação, e Zambiasi consta como testemunha de José Carlos Brack, presidente municipal do PTB e também suspeito de ser um dos mandantes.

A juíza Rosane Michels continuará responsável pelos casos e irá presidir a sessão de hoje. Existe um pedido de impedimento feito pelo Ministério Público, com solicitação de quebra de sigilo telefônico dela e do advogado Ricardo Cunha Martins, que defende outro acusado de ser mandante da morte, Jorge Renato Hordoff de Mello, gerente da Reação. A suspeita é de que tenha ocorrido prevaricação, quando um servidor público deixa de fazer seu trabalho por interesse pessoal. Martins teria sido advogado de Rosane em um processo no STJ. Há três pedidos de afastamento dos promotores, que tramitam na 1ª Vara do Júri, no Tribunal de Justiça e no STF, solicitados pelos advogados.

A morte completa um ano em 26 de fevereiro, próximo sábado. A tese do MP é de que o crime foi encomendado. Já a polícia, assim como a defesa, alega que o que houve foi uma tentativa de assalto em que Eliseu foi morto, quando saía de um culto no bairro Floresta.

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