A partir das 9h, serão ouvidos parentes, amigos e vizinhos que pretendem abonar a conduta dos acusados. Além disso, o perito Lauro José Purper deverá depor sobre as alegadas mudanças feitas em uma transcrição de escuta telefônica envolvendo Marcelo Dias Souza, apontado como um dos executores, e Marco Antônio Bernardes, um dos que seriam os mandantes da morte.
Às 14h, está confirmada a audiência de Ranolfo Vieira Júnior, e às 16h, de Sérgio Zambiasi. O delegado Ranolfo foi arrolado por Marcelo Machado Pio, um dos integrantes da empresa de segurança Reação, e Zambiasi consta como testemunha de José Carlos Brack, presidente municipal do PTB e também suspeito de ser um dos mandantes.
A juíza Rosane Michels continuará responsável pelos casos e irá presidir a sessão de hoje. Existe um pedido de impedimento feito pelo Ministério Público, com solicitação de quebra de sigilo telefônico dela e do advogado Ricardo Cunha Martins, que defende outro acusado de ser mandante da morte, Jorge Renato Hordoff de Mello, gerente da Reação. A suspeita é de que tenha ocorrido prevaricação, quando um servidor público deixa de fazer seu trabalho por interesse pessoal. Martins teria sido advogado de Rosane em um processo no STJ. Há três pedidos de afastamento dos promotores, que tramitam na 1ª Vara do Júri, no Tribunal de Justiça e no STF, solicitados pelos advogados.
A morte completa um ano em 26 de fevereiro, próximo sábado. A tese do MP é de que o crime foi encomendado. Já a polícia, assim como a defesa, alega que o que houve foi uma tentativa de assalto em que Eliseu foi morto, quando saía de um culto no bairro Floresta.