O chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Emerson Wendt, disse nesta quinta-feira que irá conversar com todas as entidades da categoria sobre a paralisação convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol/RS) para 2 de janeiro. A intenção, de acordo com Wendt, é evitar prejuízos à população.
"A paralisação é uma manifestação democrática. Nós recebemos a notificação nessa quarta e conversamos com outras entidades, já que não temos apenas o Sinpol. Queremos dialogar com todas e por isso agendamos uma reunião com quem convocou a manifestação para ver o contexto do chamamento", disse Wendt em entrevista à Rádio Guaíba.
De acordo com Wendt, os 30% do efetivo que serão mantidos pela Polícia Civil durante a paralisação irão atender os casos mais graves e aqueles que exigem a intervenção imediata da corporação.
Novos policiais civis em fevereiro
Quase 160 policiais militares estarão nas ruas a partir desta sexta-feira após participarem da formatura em Porto Alegre. No caso dos policiais civis, Wendt revelou que a corporação irá formar no final de janeiro uma turma de 440 escrivães e inspetores. "A conclusão do curso será no dia 27 de janeiro e estes servidores estarão disponíveis na primeira quinzena de fevereiro. Teremos uma outra turma em maio, que poderá entrar em atividade em junho", explicou.
Além desse contingente, Wendt relatou que há quase 100 policiais que foram aprovados em concurso e esperam ser chamados. "Estamos elaborando um processo de administrativo para realizar a formação em 2017, além de já termos colocado a necessidade de formação coninuada na academia de polícia para que seja feita uma reposição automática aos servidores que se aposentaram", argumentou.
Chefe de Polícia vai dialogar com sindicatos para evitar prejuízo durante paralisação
Emerson Wendt afirmou que novos servidores começarão a trabalhar em fevereiro de 2017