Cinco mil servidores da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e da Polícia Civil paralisam as atividades na manhã desta terça-feira no Rio Grande do Sul. Em entrevista ao site do Correio do Povo, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Urgeirm), Isaac Ortiz, confirmou a paralisação e a concentração no Palácio da Polícia, em Porto Alegre. "Vamos ficar concentrados ali e faremos uma espécie de assembleia para definir o que irá ser feito ao longo do dia", resumiu.
Ortiz afirmou que o movimento tem o objetivo de chamar a atenção da população para o que está acontecendo com a categoria. “É para mostrar à população o que está acontecendo”, ressaltou. “Nós precisamos do apoio da sociedade que é a maior vítima junto conosco”, acrescentou.
Segundo Ortiz, existe o receio de que o reajuste salarial, previsto para maio, não seja pago. Também é reivindicada a nomeação dos aprovados no último concurso. “Chegamos ao limite”, desabafou Ortiz. “Precisamos encontrar uma solução. Não podemos deixar o povo gaúcho à mercê dos bandidos.”
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), Flávio Berneira, os agentes penitenciários também estão sofrendo com os cortes de horas extras. A orientação para os penitenciários é que seja dada continuidade apenas aos atendimentos médicos, expedições de alvarás de soltura e ao serviço de alimentação nas prisões. “Queremos reafirmar nossa contrariedade aos anúncios de possíveis atrasos nos salários e pelos cortes de horas extras”, afirmou Berneira. “A Susepe tem um déficit muito grande de servidores e essas decisões estão dificultando ainda mais o nosso trabalho”, completou o presidente da Amapergs.
Os sindicatos dos Policiais Civis e dos Agentes Penitenciários garantiram que os serviços essenciais não serão prejudicados. Os agentes não cumprirão mandados de prisão, não haverá registro de perda de documentos e os presos não serão conduzidos para audiências. Estas ocorrências de menor potencial ofensivo podem ser feitas via internet, por meia da Delegacia Online, site da Polícia Civil.
Apesar de reivindicar pelas mesmas questões e apoiar o movimento, os integrantes da Brigada Militar não devem parar durante o dia nesta terça-feira. De acordo com o presidente da entidade representativa dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar (Abamf), Leonel Lucas, a categoria irá esperar uma definição por parte do governo estadual.
Cinco mil servidores da Polícia e Susepe paralisam atividades no RS
Assembleia irá definir rumos da mobilização da categoria