Polícia

Cinco são indiciados após operação Tarja Preta em Barão de Cotegipe

Polícia concluiu o inquérito sobre tráfico de medicamentos

A Polícia Civil de Barão de Cotegipe concluiu o inquérito da operação Tarja Preta e indiciou os proprietários de três distribuidoras de remédios localizadas no município do Alto Uruguai. Segundo o delegado Germano Lima, os donos (três pessoas) de dois estabelecimentos foram indiciados por “tráfico de drogas na modalidade medicamentos”. Em outra empresa, os dois responsáveis foram denunciados por crime contra relações de consumo. O inquérito foi entregue à Justiça de Erechim nesta semana.

Em junho, a Polícia Civil descobriu três depósitos clandestinos de remédios em Barão de Cotegipe e prendeu três pessoas em flagrante. Uma delas, o empresário Dalci Filipetto, passou mal na delegacia de polícia e foi levada para o Pronto Socorro do Hospital de Caridade, em Erechim, onde permaneceu uma noite e uma manhã em observação. Todos os detidos na operação foram liberados dias depois, após pedido de habeas corpus.

Filipetto e o filho dele Cássio Filipetto haviam sido presos durante a Operação Saúde. Eles foram soltos em maio, após o deferimento de uma liminar no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que concedeu o habeas corpus aos dois. A investigação apontou para o desvio de verbas públicas federais destinadas à compra de medicamentos por prefeituras durante a distribuição à população. Além do Rio Grande do Sul, a operação se desenrolou em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Rondônia. No total, 62 suspeitos foram detidos para prestar esclarecimentos sobre a fraude milhonária, coordenada em Barão de Cotegipe.

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