Em junho, a Polícia Civil descobriu três depósitos clandestinos de remédios em Barão de Cotegipe e prendeu três pessoas em flagrante. Uma delas, o empresário Dalci Filipetto, passou mal na delegacia de polícia e foi levada para o Pronto Socorro do Hospital de Caridade, em Erechim, onde permaneceu uma noite e uma manhã em observação. Todos os detidos na operação foram liberados dias depois, após pedido de habeas corpus.
Filipetto e o filho dele Cássio Filipetto haviam sido presos durante a Operação Saúde. Eles foram soltos em maio, após o deferimento de uma liminar no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que concedeu o habeas corpus aos dois. A investigação apontou para o desvio de verbas públicas federais destinadas à compra de medicamentos por prefeituras durante a distribuição à população. Além do Rio Grande do Sul, a operação se desenrolou em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Rondônia. No total, 62 suspeitos foram detidos para prestar esclarecimentos sobre a fraude milhonária, coordenada em Barão de Cotegipe.