Polícia

CNJ atualiza dados e mostra que pelo menos 100 juízes têm a vida ameaçada

No Rio Grande do Sul, a média é de um pedido de averiguação por mês

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou dados atualizados sobre o número de juízes que têm a vida ameaçada no País. Segundo o balanço, feito com base em informações fornecidas pelos tribunais a pedido da Corregedoria Nacional de Justiça, pelo menos 100 magistrados estão nessa situação. No Rio Grande do Sul, é registrado, ao menos, um pedido por mês de averiguação de supostas ameaças. Atualmente não há nenhum magistrado nessa condição no Estado, de acordo com o CNJ.

Alguns tribunais não repassaram os dados e, por isso, o número pode ser maior. De acordo com o levantamento, há 69 juízes ameaçados no Brasil, 13 sujeitos a situações de risco e 42 escoltados. O CNJ esclarece que muitos se enquadram em duas situações ao mesmo tempo, por exemplo ameaçados com escolta ou em situação de risco com escolta.

Os dados mostram ainda que o Paraná é o Estado com o maior número de juízes sob ameaça (30), seguido pelo Rio de Janeiro, com 13, e pela Bahia, com dez.

Nessa quinta-feira, a juíza criminal Patrícia Acioli, 47 anos, foi morta com 21 tiros no Rio de Janeiro. Patrícia nunca havia pedido proteção policial.


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