Na Europa, o quilo da droga pode negociado por até R$ 100 mil, enquanto no Brasil varia entre R$ 25 e R$ 30 mil. Conforme a PF, o trio partiu com a bagagem no início da manhã, de Porto Velho (RO), e fez conexão em São Paulo e em Porto Alegre, com destino a Florianópolis. De acordo com o delegado Mário Luiz Vieira, os agentes federais no Salgado Filho desconfiaram do grupo no momento do embarque.
Eles contaram ter recebido mil euros quando pegaram as malas e receberiam mais mil euros ao desembarcarem em Florianópolis. Vieira afirmou que só amanhã a quantidade exata da droga será conhecida, com resultado de exames periciais. A avaliação preliminar, no entanto, é de que o material — acondicionado entre a base rígida e o tecido que reveste as malas — pese entre 5 e 10 quilos.
Em depoimento, eles contaram para o delegado que não conheciam a pessoa que lhes entregou as malas e nem para quem as entregariam. “Eram mulas. A investigação segue para identificar a organização criminosa responsável”, afirmou Vieira. Ele também disse que o provável local de procedência da cocaína é a Bolívia, cuja fronteira fica a cerca de 200 quilômetros de distância de Porto Velho.
Maior apreensão em três anos
A última apreensão de grande porte no Salgado Filho ocorreu em 2008, quando dois libaneses foram presos com 6 quilos de cocaína escondidos em aquecedores elétricos. Os homens detidos hoje são naturais de Pinheiro (MA) e de Porto Velho (RO) e a mulher é de Florianópolis (SC). O trio foi encaminhado aos presídios Central e Madre Pelettier.