Polícia

Comércio de Porto Alegre gastou mais de R$ 17 milhões com segurança em 2017

Sindilojas aponta que custos por conta da criminalidades poderiam ser investimentos geradores de empregos e impostos

Sindilojas aponta que custos por conta da criminalidades poderiam ser investimentos geradores de empregos e impostos
Sindilojas aponta que custos por conta da criminalidades poderiam ser investimentos geradores de empregos e impostos Foto : Samuel Maciel / CP Memória
A insegurança é a maior das preocupações dos lojistas de Porto Alegre. A informação é do Sindilojas da Capital, que apurou que os empresários associados já gastaram, somente em 2017, R$ 17,6 milhões com consertos e medidas de precaução contra danos e violência. Dentre os que responderam que já sofreram esse impacto, 48,8% tiveram os estabelecimentos roubados, 41,9% sofreram furtos, 23,3% tiveram as fachadas das lojas pichadas ou depredadas (20,9%).

O gasto médio por lojista, conforme o levantamento, foi de R$ 6.848,15, entre janeiro e setembro de 2017. No entanto, o empresário André Luz relatou que só na loja dele foram gastos R$ 15 mil em equipamentos de segurança nos últimos três meses. “Começamos a calcular o que a gente pegava de roubos e furtos e ultrapassa R$ 6 mil por mês”, disse.

Para o presidente do Sindilojas, Paulo Kruse, o número é assustador. “Fatalmente nós deixamos de ter investimentos que poderiam contribuir para mais impostos em função do que nós sofremos nos últimos anos em relação à criminalidade”, comentou Kruse. Na opinião do dirigente, a impunidade e a dificuldade de manter os criminosos presos agrava a situação.

O comandante do 9º Batalhão da Brigada Militar, tenente coronel Eduardo Amorim, informou que o investimento dos lojistas é com o sistema interno. “Dentro da loja, cada um tem a sua responsabilidade. A Brigada Militar, nas abordagens, está procurando coibir a criminalidade. Mas, quanto ao investimento na segurança de cada loja, está no critério de cada empresário”, relatou Amorim.