Polícia

Com autor de chacina à solta, Pinhal Grande decreta situação de emergência

Administração municipal também considera pedir apoio da Força Nacional de Segurança

A Prefeitura de Pinhal Grande, no Centro do Rio Grande do Sul, decretou situação de emergência nesta terça-feira. O motivo é o fato de o autor de quatro homicídios em sequência ainda não ter sido capturado pela polícia. A administração também considera chamar a Força Nacional de Segurança.

No decreto, assinado pelo prefeito Selmar Durigon, a prefeitura sustenta dificuldade em manter a segurança pública na cidade, principalmente considerando que o município soma 800 quilômetros de estradas de chão. O Executivo está convicto de que o suspeito é um “psicopata que matou suas vítimas friamente”, e considera que ele chegou a trocar tiros com policiais antes de fugir, em uma das tentativas de captura.

A chacina ocorreu no dia 29 de novembro. O autor do crime matou, em sequência, Bianca Moraes de Salles, de 16 anos, Iran Gonçalves dos Santos, de 10, Alex Cardoso Leal, de 17, e Afonso Gonçalves, de 60. Conforme a polícia, há suspeita de crime sexual envolvendo a primeira vítima. Os outros dois adolescentes podem ter sido mortos por vingança, já que a vítima tinha desavenças com os pais deles, por disputas por terras e em âmbito judicial.

Logo depois da chacina, a esposa, duas enteadas e a filha do suspeito foram retiradas de casa. Além disso, o decreto da prefeitura também considera que, depois do crime, o suspeito retornou à casa dos pais de uma das vítimas, com o objetivo de cometer mais crimes. O Executivo também leva em consideração a defasagem do efetivo da Polícia Civil e da Brigada Militar.

A prefeitura promete dar prioridade no apoio à PC e BM, inclusive com disponibilização de combustível. Também pede reforço no efetivo e, caso isso não seja possível, o apoio da Força Nacional de Segurança.

O decreto é válido por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, ou até a normalização da situação.