O tenente-coronel Floriovaldo Damasceno Pereira, comandante do 4ª Regimento de Polícia Montada, considera o incidente envolvendo a 1ª sargento Cimari Furquim e o capitão Demian Ricardi algo "normal dentro da vida de caserna". Para ele, a questão não é rotina da Brigada Militar.
Na noite de domingo, a policial teria sido agredida pelo capitão, a quem é subordinada. Conforme a mãe de Cimari, em entrevista à reportagem da rádio Guaíba, a esposa do capitão estaria tentando estacionar dentro do pátio do regimento, que estava lotado. Houve uma pequena discussão entre a mulher e um soldado, e então Cimari, por ser oficial de serviço e superior ao soldado, interferiu.
Naquele momento, ambos começaram a discutir, e o capitão teria dado ordem de prisão à sargento e exigido a arma. Ela se negou, e ele teria tentado retirar a arma do coldre. A mãe, Maria de Lourdes, relatou que a filha teve o braço, o nariz e o pescoço machucados.
A versão do capitão é que a sargento teria interferido em uma conversa dele com um soldado. Demian Ricardi teria advertido Cimari, dado então voz de prisão por desacato e exigido a devolução da arma. Segundo Ricardi, ela levou a mão ao coldre, e ele, por medo de que ela disparasse a arma, entrou em luta corporal com a colega para tentar desarmá-la.
Ambos foram submetidos ao exame de corpo de delito, deram depoimento, assim como testemunhas que estavam no local do incidente. Com o resultado do Departamento Médico Legal, a sindicância será encerrada e levada ao Tribunal de Justiça Militar. Segundo o tenente-coronel Floriovaldo Damasceno Pereira, houve crime militar, mas não soube informar ainda qual dos envolvidos está falando a verdade. Ele tem 40 dias para encerrar as investigações.
Comandante classifica agressão na BM de incidente normal
Sindicância tem 40 dias para ser concluída e entregue à Justiça Militar<br />