De acordo com o comandante-geral, testemunhas e a falta de janelas estilhaçadas comprovam que não foram feitos disparos de dentro do ônibus para fora pelos criminosos. Com relação às balas que atingiram cinco reféns e um criminoso, a PM afirmou que só será possível saber de onde partiram os tiros após o relatório final da perícia.
Policiais afirmam ter disparado em ônibus
A delegada assistente da Delegacia de Cidade Nova (6º DP), Sânia Cardoso, anunciou no começo da tarde desta quarta-feira, que dois policiais militares afirmaram em depoimentos que atiraram no ônibus da Viação Jurema que foi sequestrado na noite de terça-feira, no centro do Rio de Janeiro. A identificação dos dois agentes, lotados no Batalhão de Harmonia (5º BPM), não foi divulgada. Eles afirmaram ter realizado os disparos em depoimento prestado nessa manhã.
Segundo a delegada, as armas que foram usadas pelos agentes eram pistolas patrimoniadas da PM. Elas foram apreendidas e estão sendo encaminhadas para perícia. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que iniciaram a inspeção complementar no veículo por volta das 9h, já identificaram 16 marcas de tiro no veículo. Eles afirmaram que a possibilidade dos disparos terem sido efetuados de fora são grandes, já que quase todas as marcas estão posicionadas próximas aos pneus, o que indicaria que houve uma tentava de parar o veículo.
A perícia complementar disse ainda que o ônibus possui câmeras de monitoramento, mas informações ainda não confirmadas pela Viação Jurema indicam que elas não estavam gravando no momento do crime.
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