Polícia

Comandante da PM admite erro no caso do sequestro a ônibus no Rio

Inquérito foi instaurado para investigar ação dos policiais

Bandidos fizeram passageiros de ônibus reféns no centro do Rio
Bandidos fizeram passageiros de ônibus reféns no centro do Rio Foto : Antonio Scorza / AFP / CP
O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Mario Sergio Duarte, admitiu nesta quarta-feira que houve erro na conduta dos policiais no caso do sequestro a ônibus no centro do Rio de Janeiro, na última terça-feira, que deixou cinco pessoas feridas. Os PMs atiraram em direção aos pneus do veículo para conseguir pará-lo, depois que o primeiro bloqueio com viaturas não conseguiu conter os criminosos. "Essa abordagem não consta no protoco da PM. Apesar do erro, a ação permitiu que a polícia resgatasse os reféns." Um inquérito da PM foi instaurado para investigar a ação dos agentes.

De acordo com o comandante-geral, testemunhas e a falta de janelas estilhaçadas comprovam que não foram feitos disparos de dentro do ônibus para fora pelos criminosos. Com relação às balas que atingiram cinco reféns e um criminoso, a PM afirmou que só será possível saber de onde partiram os tiros após o relatório final da perícia.

Policiais afirmam ter disparado em ônibus


A delegada assistente da Delegacia de Cidade Nova (6º DP), Sânia Cardoso, anunciou no começo da tarde desta quarta-feira, que dois policiais militares afirmaram em depoimentos que atiraram no ônibus da Viação Jurema que foi sequestrado na noite de terça-feira, no centro do Rio de Janeiro. A identificação dos dois agentes, lotados no Batalhão de Harmonia (5º BPM), não foi divulgada. Eles afirmaram ter realizado os disparos em depoimento prestado nessa manhã.

Segundo a delegada, as armas que foram usadas pelos agentes eram pistolas patrimoniadas da PM. Elas foram apreendidas e estão sendo encaminhadas para perícia. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que iniciaram a inspeção complementar no veículo por volta das 9h, já identificaram 16 marcas de tiro no veículo. Eles afirmaram que a possibilidade dos disparos terem sido efetuados de fora são grandes, já que quase todas as marcas estão posicionadas próximas aos pneus, o que indicaria que houve uma tentava de parar o veículo.

A perícia complementar disse ainda que o ônibus possui câmeras de monitoramento, mas informações ainda não confirmadas pela Viação Jurema indicam que elas não estavam gravando no momento do crime.

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