De acordo com ele, o policiamento interno dos estádios em dias de jogos e a guarda externa ou administração de casas prisionais não são atribuições da corporação. O oficial lembrou inclusive os custos com essas atividades. “Cerca de R$ 8 milhões são gastos por ano pela BM”, estimou, referindo-se ao futebol gaúcho.
Duarte lembrou ainda do problema da retirada de efetivo do policiamento ostensivo para atender “um evento que é privado e não público”. Em uma partida na Arena do Grêmio, na Capital, citou como exemplo, são mobilizados 400 brigadianos. Ressalvou, no entanto, que o policiamento no entorno do estádio permaneceria.
O coronel recordou que, na Copa do Mundo de 2014, a Fifa não autoriza o policiamento dentro dos estádios. O comandante-geral da BM avaliou que a mesma medida deveria ser portanto adotada também para os jogos normais. Caso seja imprescindível a presença da BM dentro dos estádios, o oficial entende que a corporação seja ressarcida com pagamento que inexiste atualmente.
Sobre a atuação da BM nos presídios, onde é responsável pela guarda externa e também administra o Presídio Central e a Penitenciária Estadual do Jacuí, o comandante-geral explicou que a Susepe é quem deveria assumir o trabalho.
Duarte calculou que 580 policiais militares estão fora das ruas em decorrência disso. As questões das casas prisionais e dos estádios de futebol estão sendo discutidas no âmbito da Secretaria da Segurança Pública, podendo a segunda ser resolvida através de proposta de emenda constitucional.