Por esse motivo, os vendedores irão se encontrar no Centro da cidade para reivindicar maior policiamento na região. O horário do protesto será definido na manhã de segunda-feira. A região concentra cerca de 50 lojas. A comerciante Lenir Fermiano Luiz, que também teve sua loja assaltada, convoca os trabalhadores para clamar por mais segurança. "Vamos pedir mais segurança na rua pelo menos de guardas ou da Brigada Militar. Alguma mudança vai ter que ocorrer", enfatizou.
Para o major Carlos Xavier Júnior, responsável pelo policiamento em Capão da Canoa, as ocorrências podem estar relacionadas à falta de efetivo da Brigada Militar. "Na realidade nos temos uma deficiência, uma defasagem de efetivo na ordem de 40% e certamente que isso prejudica um pouco a prestação de serviço, mas com os recursos que nos temos o pessoal tem se esforçado bastante para atender aos chamados da comunidade", salientou. Ainda segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP), oito assassinatos ocorreram em Capão da Canoa, nos primeiros quatro meses do ano, um a mais do que o registrado em 2011.