Preso desde segunda-feira, o policial civil Nilson Aneli, ex-chefe da segurança do ex-secretário da Segurança Pública, Airton Michels, vai continuar detido. Foi o que decidiu a desembargadora Osnilda Pisa, ao negar habeas corpus em favor do comissário, que teve a prisão preventiva decretada por ser suspeito de fazer a segurança do traficante Xandi, morto no início de janeiro em Tramandaí, no litoral Norte. A defesa alegou que o policial precisou “saldar um financiamento universitário que o obrigou a procurar, por meio de ganho suplementar, honrar o compromisso”.
O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. A desembargadora entendeu ser insuficiente o argumento da defesa de Aneli, assumindo que ele “realizou vigilância externa da casa mencionada (de Xandi)” e que no dia do crime foi ao local para receber a remuneração correspondente aos dias em que trabalhou.
O advogado de Aneli alegou que o cliente chegou à casa depois do tiroteio. Acrescentou que, ao tomar conhecimento do decreto de prisão, se apresentou à Polícia. Para a desembargador, a decisão que decretou a prisão preventiva do paciente está “minimamente fundamentada na garantia da ordem pública”.
O comissário admitiu ao ex-secretário Michels que fazia a segurança de Xandi. Em uma primeira conversa, ele havia alegado que foi ao local do confronto para buscar um familiar. Segundo o ex-secretário, o comissário garantiu que não sabia que Xandi era traficante e disse ter sido convidado pelo sobrinho, Marcelo Mendes Ventiniglia, para fazer a segurança da casa.
Comissário preso por fazer segurança de traficante tem habeas corpus negado
Nilson Aneli diz que fazia "bico" para pagar universidade, mas desembargadora manteve prisão