O Dia das Mães será de reflexão no Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Neste domingo, a data terá rodas de conversa com o propósito de abordar temas relacionados à maternidade.
O grupo inclui apenadas da Unidade Materno-Infantil (UMI), ala que abriga as presas que têm bebês de até um ano, com amamentação integral nos primeiros seis meses.
De acordo com a diretora do Presídio Feminino Madre Pelletier, Suelen Teixeira, a UMI visa garantir os direitos das mulheres, a partir de um ambiente que permite o desenvolvimento das crianças e o vínculo entre mães e filhos. O espaço também oferece tratamento psicossocial e médico.
"É um suporte, porque muitas apenadas vivem em situação de abandono total. Elas não têm quem as ajude do lado de fora”, afirma a diretora do Madre Pelletier.
Assistência Religiosa
O titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), Jorge Pozzobom, destaca que, em todas as quintas-feiras, as apenadas recebem assistência religiosa. Na visão do secretário, a fé opera como ferramenta imprescindível no processo de ressocialização.
“Sou testemunha viva que a fé transforma as pessoas e, nos estabelecimentos prisionais, ela pode resgatar o sentido da vida”, enfatiza Pozzobom.