Júri popular realizado nesta sexta-feira em Porto Alegre condenou Lisiane da Rosa Petroski a 16 anos de prisão em regime inicial fechado. Ela foi considerada culpada pela morte, por asfixia, da filha de oito meses. A pena para o crime de homicídio qualificado (com uso de meio cruel) foi fixada pela juíza Taís Calau de Barros, da 1ª Vara do Júri do Foro Central. Por decisão da magistrada, a ré, que respondeu ao processo presa, não vai poder apelar em liberdade.
Lisiane é ré confessa, e em interrogatório reproduzido na sentença de pronúncia (aquela que define se cabe ou não júri popular) contou ter usado um travesseiro para cobrir o rosto do bebê, que dormia. Ao perceber a criança sem ar, ela relatou que interrompeu a asfixia, mas sem imaginar que a menina havia morrido.
O crime ocorreu entre a noite e a madrugada de 24 e 25 de abril do ano passado, na casa em que mãe e filha viviam, no bairro Jardim Carvalho. Conforme a denúncia do Ministério Público, Lisiane não se conformou com a possibilidade de perder a guarda da criança.
Assim como o irmão da acusada, a mãe testemunhou que Lisiane tinha dificuldade em aceitar a filha e fazia tratamento psiquiátrico junto ao Conselho Tutelar. Os familiares decidiram entregar o bebê para adoção quando souberam que a menina havia sido agredida
Condenada mulher que confessou ter matado a própria filha
Vítima tinha apenas oito meses quando crime aconteceu, no ano passado