Esse prédio de apartamentos é dominado por uma quadrilha, liderada por um homem conhecido como Xandão. “Os moradores estavam sendo oprimidos nesse condomínio popular. O tráfico se apropriou de vários imóveis e dificultava até mesmo a entrada das pessoas. Elas eram identificadas pelos traficantes. Tinham que dizer para onde iam e o que iriam fazer. Nós tivemos dificuldade de colocar policiais disfarçados para colher informação”, disse o delegado Heliomar Franco.
O condomínio já havia sido alvo de outras ações da polícia. A última delas ocorreu no início do mês, quando a Brigada Militar localizou pedras de crack e prendeu cinco pessoas. Ao longo de quatro meses de investigação, foram apreendidos 3,5 kg de maconha, mas a polícia pretende localizar uma quantidade maior durante a operação desta quinta.
Segundo o Denarc, Xandão mora em uma mansão, bem protegida, em Canoas. O local foi revistado hoje, mas o financiador da droga não foi encontrado. A polícia prendeu duas pessoas no imóvel e apreendeu vários bens do criminoso. No entanto, uma caminhonete que ele comprou a vista por R$ 130 mil, não foi localizada.
Os agentes também fazem ação na Vila Planetário – onde foram presas três pessoas. Na casa de uma delas, foi encontrada uma caixa de sapatos cheia de dinheiro trocado e agulhas, que seriam usadas para aplicação de drogas injetáveis. Os bairros Intercap e Menino Deus também são alvos da ação.
Em Canoas, o objetivo é desbaratar dois pontos de drogas e ainda prender o líder do grupo criminoso que atua no condomínio. Participam da operação 180 agentes em 50 viaturas. O Denarc conta com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE).