Montenegro explicou, em coletiva nesta terça-feira, que a Polícia Civil demorou para apresentar o pedido porque aguardava para ouvir os dois lados do caso e analisar os vídeos que registraram as imagens do acidente - segundo ele, fundamentais para embasar a solicitação. Outra questão que contribuiu para o pedido de prisão preventiva é o fato de Neis já ter antecedentes por agressão contra a ex-companheira, registrada na Delegacia da Mulher, entre 2009 e 2010.
O titular da Delegacia de Trânsito ressaltou, no entanto, que a atitude do servidor do Banco Central foi uma reação, pois o motorista estaria se sentindo acuado, por isso fugiu. Na opinião de Montenegro, o fato do suspeito ter dito em depoimento que deveria ter ficado em casa no dia do atropelamento é uma prova da consciência do que ocorreu.
O delegado destacou ainda que houve falta de cuidado dos organizadores do grupo de ciclistas ao realizar um evento nas ruas da Capital, sem comunicar a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) nem a Brigada Militar. De 15 a 20 pessoas já foram ouvidas, mas as investigações continuam. O filho de 15 anos do condutor também prestará depoimento como testemunha, acompanhado da mãe.
Histórico de multas
Além da acusação de atropelar o grupo de ciclistas, Ricardo José Neis possui três processos por ameaça e agressão física. No trânsito, seu histórico de multas incluí infração por excesso de velocidade, trânsito na calçada, na contramão, em marcha ré e por conversão proibida, segundo o Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul.
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